17 novembro 2010

Quando dizes que me queres

Sou vulcão. Intrépido, voraz, ardente

Que explode em jorro constante de lava

E te percorre inteiro, amante sobrevivente



Quando dizes que me esperas

Sou Outono avançado, amarelo exangue

Que te deita num leito de folhas e terra

Em que nos vindimamos, mosto e sangue



Quando dizes que me adoras

Sou tesouro naufragado, no fundo do mar

Que te aguarda ansioso, numa valsa lenta

E te ensina o amor, assim, a dançar…

6 comentários:

Vieira Calado disse...

Mulher apaixonada...

Está tudo dito!

Beijinhosss

Braulio Pereira disse...

danza coral
um mar de paixâo
um dia de vendaval
tens o mundo na mâo


beijos!!

Antonio Saramago disse...

Este tempinho já convida ao amor, não é?

São disse...

Qualquer dia , se me permites, coloco um poema teu lá no meu espaço.

Um abraço.

AnaMar (pseudónimo) disse...

E tu, quando dizes, adoro ler.
E saber-te, assim, apaixonada.

Beijinho

Chousa da Alcandra disse...

Vulcão do outono atesourado! ;-)
Concordo con Vieira. Tudo dito!

Bjs galegos

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