segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

A minha cabeça já vai "voando"


(foto do meu amigo ZR)

O resto, sei lá quando...

sábado, 21 de Novembro de 2009

Afinal, não foi só susto...



... o Vasco fracturou mesmo o braço
:-(
E, após o sofrimento psicológico e a dor que o fez chorar e dizer que não queria mais gesso, teve um asssomo de preocupação com médico e enfermeiras e ainda foi perguntar-lhes se tinham ficado zangados por ele ter chorado...

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Grande susto!



- Bom dia, estou a falar com a mãe do Vasco?
(aperto no peito)
- Está, sim…
- Olhe, daqui fala a Isaura, da escola do Vasco. Eu estou a ligar-lhe porque ele caiu durante o intervalo e diz que está cheio de dores. Parece melhor levá-lo ao hospital para fazer um raio-x…
(minha cabeça à roda)
- … quer vir cá ou quer que chamemos a ambulância e vai ter ao hospital? Acha que pode?
- D. Isaura, nem sei que lhe diga. Agora estou tão preocupada... Ma sim, é capaz de ser melhor.
- Então nós chamamos a ambulância.
- Faça-me esse favor, então, e eu vou ter ao hospital.
- Esteja descansada, eu vou com ele.

Falei com o chefe, arranquei para o hospital. Pulso acelerado, pensamentos ainda mais acelerados. Será que fracturou? O que terá acontecido? Qual será o braço? Será o esquerdo, que é a mão com que escreve? Como estará ele? Assustadíssimo, de certeza… e cheio de dores, coitadinho do meu querido!
Eu, aquela mulher de sangue frio em situações pesadas, até me enganei no caminho. A chuva, densa como nevoeiro, escondia-me o percurso, os vidros embaciavam e eu desliguei a música e liguei o ar condicionado.
Queria contar a alguém o sufoco, desabafar. Mas hesitava. Não iria espalhar preocupações vãs? Liguei só ao pai, alertando-o que talvez fosse só uma medida de precaução.

Cheguei. O Vasco ainda não tinha dado entrada. Fui esperar na rua, frente à urgência. A ambulância chegou logo a seguir. Dela vejo sair o meu menino, com ar triste e frágil.
Passo o braço em seu redor, mimo-o sem grande ênfase enquanto me inteiro do que se passou. Reparo que a zona do cotovelo está muito inchada. O pulso e os dedos também apresentam edema visível. Passada a papelada e a triagem, radiografia. “A senhora pode esperar aí fora”…

Sufoco.
Ele sai. Ninguém diz nada. Terá fracturado?
i-n-f-i-n-i-t-o-s m-o-m-en-t-o-s…
Chamam-no novamente. Precisam de fazer novas incidências. Desta vez posso entrar. Continuo sem informação absolutamente nenhuma. Será que partiu?

Ao regressarmos à urgência pediátrica, a enfermeira, nossa conhecida, informa que não partiu. “Isto hoje vai ser muito gelo e repouso”. Alívio.
Mas vai ser visto pelo ortopedista.
Não é mais que uma tendinite no cotovelo, mas requer tala. Após muito choro aflito, “não quero gesso!”, “quando é que eu tiro isto?”, saímos. Braço suspenso com uma tira de gaze. Pensamentos nas camisolas viáveis para os próximos dias, esperança que a consulta na próxima Sexta seja já para o aliviar daquele peso desconfortável.
A primeira noite foi interrompida mais que uma vez pelas dores. Agora, a rotina lentifica-se, seja no vestir e despir, no banho ou em qualquer outra tarefa. Mas o coração de mãe bate normal quando não está nestes momentos.


(este episódio aconteceu na passada Segunda)

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Há dois anos a manhã acordou assim

















e eu fiquei deslumbrada ao abrir as portadas.
Um dia colorido, logo ao amanhecer, é prenúncio de boa disposição.
Agora, Novembro já não tem estes tons, eu já não tenho aquelas portadas
e o céu perdeu a poesia...

sábado, 14 de Novembro de 2009


Apetecia-me ler-te, neste momento.
Lembro-me que a tua escrita me abria sorrisos.
Hoje, falta-me vida para viver...

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

O sentido da música


(foto retirada da internet)

Encolhíamo-nos ao aproximarmo-nos daquele quarto.
O menino, André, tinha apenas 24 meses, três dos quais passados no Hospital de D. Estefânia, para onde queimaduras de terceiro grau o haviam conduzido, numa luta diária contra as lesões que um corpo tão pequenino se esforçava por vencer.
Encolhíamo-nos pelo quadro que nos aguardava: aquele bebé era o rosto da infância maculada, os seus olhos mirando-nos pesados de dor, os gritos de quem não quer mais que ver todo esse cenário terminado.
O pai do André esforçava-se por acalmá-lo, com uma voz sussurada de amor. A mãe, exausta, havia saído por momentos do espaço onde o filho passara os últimos meses da sua ainda curta vida.
A minha experiência de voluntariado nos hospitais já me dotou de alguma força para encarar cenas dolorosas com a empatia necessária mas acompanhada da devida neutralidade. Mas esta cena não me sairá nunca da memória. Muito mais que as noitadas a estudar, as viagens realizadas ainda durante os anos do Conservatório de Música, a hospitalidade recebida e retribuída entre colegas de diferentes países.
Era de exaustão o olhar daquele pai. Ombros vergados ao peso da dor pelo sofrimento do filho, incapazes de projectar no futuro um simples passeio pelo campo, uma corrida atrás duma bola, uma tarde de praia furando ondas.
Habituado a ver cada bata branca como símbolo de mais uma sessão terapêutica, o André gritava e chorava quando alguém de branco se aproximava.
Mas naquele momento entrei eu. E o meu violino. O pequenino olhou-me com a expectativa cravada na sua expressão surpreendida e deu-me o benefício da dúvida.
Coloquei a voz naquele tom pacífico de quem quer ser escutado calmamente e transmitir essa mesma calma e perguntei-lhe se podia tocar para ele, mostrar-lhe “como faz o violino”.
As notas emergiram no ar, formando uma melodia. Claire de Lune.
A mãe, recém-entrada no quarto, estacou, comovida com a reacção do André. O miúdo olhava, estupefacto, ora para mim, ora para o violino, investigando a proveniência daqueles acordes que o deixavam alheio a todo o sofrimento, um sorriso a embelezar-lhe ainda mais o rosto redondo.
Quem passava aproveitou para parar. E foi assim, nesta pequena audiência de um filho, seus pais e alguns profissionais de saúde que rejubilei com a minha opção de vida. Com a prova de que a música tem propriedades terapêuticas.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Solidariedade


O Centro de Apoio a Deficientes, na Parede, está a desenvolver uma campanha, em parceria com a CNAD - Cooperativa Nacional de Apoio Deficientes.
A Campanha "O NOSSO TECTO" é representada por este relógio, produzido a partir de uma tela pintada por uma menina com hiperinsulinismo (uma doença metabólica que provoca morte de células cerebrais).



O relógio tem um valor simbólico de 29,90€.
O objectivo da iniciativa é angariar fundos para a construção da habitação temporária para deficientes, que constitui, também, a forma de manter os postos de trabalho destes cidadãos.

Para mais informações visite o site: http://www.onossotecto.com/

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Porque sim


(foto minha)

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar a minha vida
Vem, v'ambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva


Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz


Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas



Adriana Calcanhoto



domingo, 1 de Novembro de 2009

Nostalgia


(foto minha)

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009


Todos temos de conseguir recuperar a capacidade de voar.
Começa na cabeça e, depois, estende-se ao resto de nós.

(a propósito de um comentário que deixei noutro blogue; e também porque anda por aí muita gente pessimista...)

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Parabéns, meu filho!



Foram horas de expectativa no dia 8 de Março de 2002, dia em que fiquei a saber ao final do dia que estava grávida. Uma alegria confirmada por teste caseiro ao fim de um dia em que percorrera diversas farmácias em busca de uma embalagem com teste duplo.
Primeiro, uma passagem na casa da futura avó, com o teste e um exemplar da Avós e Netos. Depois, um jantar num bom restaurante, para comemorar não só o Dia da Mulher mas também esta notícia maravilhosa.
Foram meses de desaceleração. Deixei de percorrer meio Portugal a 160km/h, que havia mais uma vida a proteger.
Não obstante, quantas vezes almocei cerca das 4 da tarde! O trabalho obrigava a este ritmo, até que, umas semanas antes do final da gestação, as contracções me obrigaram a parar. O edema dos membros inferiores levou-me a calçar 4 números acima do meu, parecia que tinha feito um voo transatlântico, os pés prestes a rebentar.
Noites mal dormidas, fome nocturna, muito ponto de cruz, o diário da gravidez do início ao fim. Foi uma experiência e tanto!
As últimas horas em que “co-habitaste” o meu corpo foram-se tornando insuportáveis, mas finalmente tornaste-te o sonho realizado. Mais carne que a minha própria carne, mais energia que a minha energia, mais vida que a minha própria vida.
Hoje, dia em que completas sete anos duma existência tão rica, o meu desejo maior é poder ser para ti sempre a mãe que tu mereces. És o melhor filho que se pode imaginar e eu só quero corresponder sempre a esse amor incondicional que me dedicas, meu filho, meu amor primeiro.

sábado, 24 de Outubro de 2009

Dundo, Memória Colonial*


 
Passou no Grande Auditório da Culturgest. Já havia sido exibido no Cinema Londres.
Desta vez, mais de acordo com as minhas possibilidades familiares, não deixei passar a ocasião. Foi muito bom. Pelo documentário, pela companhia, pelas pessoas que tive ocasião de encontrar (embora lamente não ter tido mais tempo para ir ficando...), pela emoção.
Foi uma ocasião excelente para troca de ideias, para conhecer mais sobre a Diamang, para ver os verdadeiros protagonistas, os protagonistas já falecidos também, para tanto...
Gostei mesmo, quer do documentário, quer do seu significado. Fica algo por dizer. Algo que sinto, que é muito meu...

*Diana Andringa



Portugal, 2009, 60’

A realizadora Diana Andringa nasceu em 1947 no Dundo, centro de uma das mais importantes companhias coloniais de Angola, a Diamang. Ali foi feliz. Ali aprendeu o racismo e o colonialismo. Agora volta, porque o Dundo é a sua única pátria, a mais antiga das suas memórias.



Secção Competição Nacional

terça-feira, 20 de Outubro de 2009


Escolhi esta imagem para hoje partilhar convosco porque me transmite calma. Que eu prezo mas nem sempre consigo garantir.
Têm sido dias (ainda) mais acelerados. Digo "ainda" porque sou acelerada por natureza.
Novo emprego, mas ligação ao anterior, nova formação, tudo novidade: o globo ocular e suas patologias eram, até agora, desconhecidos na íntegra, os procedimentos internos, a parte da informática, as caras, os nomes, o programa de formação (constantemente improvisado), novos instrumentos de trabalho, enfim, uma panóplia de desafios a requererem tempo, dedicação. Stakeholders internos e externos e respectivas expectativas para gerir.

Além disso, houve uma visita estrangeira por uma semana na nossa casa, há o aniversário do Vasco em breve e tudo o que isso acarreta em termos de preparativos...
Duas crianças, adoráveis mas aceleradas como eu, e tudo o que são as rotinas necessárias ao nosso dia-a-dia. Os meus stakeholders pessoais.
E o regresso a outros tempos, outras paragens, numa investigação particular que ficou muito tempo a marinar e agora retomei e me fará, inclusivamente, reservar algum tempo para documentários e outras fontes.

Numa análise swat, que tento fazer a título privado sempre que se aplique, diria que as ameaças e as fraquezas estão a tentar fazer a balança pender a seu favor, em deterimento das forças e das oportunidades. Mas sei que farei destas últimas as vencedoras do confronto.
Tenho é de me proporcionar maior descanso, razão pela qual a minha presença nos vossos blogo-espaços poderá ser menos frequente por uns tempos. Mas é por uma boa causa...

(a volta que eu fui dar para chegar aqui! Chi!!! As mulheres às vezes ligam mesmo o complicómetro!)
 :-)

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009


Uma destas noites, vencida pelo cansaço, preparava-me para me deitar.
Os meus filhos já estavam nas suas camas havia cerca de meia hora e eu dava o dia por terminado.
Roupas escolhidas, lanches preparados, mochilas à porta, enfim, tudo a postos para uma manhã rectilínea, sem correrias, e uma noite de sono pesado.
Quando ia, finalmente, estender-me na cama, entra a pequenita no meu quarto, exclamando:
- Mãe, goto de ti e da mochila cuá-róxa!

sábado, 17 de Outubro de 2009


Passou a fase do algodão doce.
Estou de volta à realidade. Cabeça fria, emoções à parte.
Mas com um tecto panorâmico sempre se atenta na beleza da vida enquanto se medita...

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009


A minha amiga inglesa chegou na Segunda. Fica cá em casa oito dias.
O Vasco, muito ciente do seu papel de anfitrião de seis anos (e outra meia dúzia de palavras em Inglês), comentou com a minha mãe:
-Ó avó, já viste? Agora vou ter de falar Inglês durante uma semana! O que vale é que Vasco diz-se da mesma maneira!...

domingo, 11 de Outubro de 2009

Excerto #3


(fotograma que fiz a partir de um filme do meu tio)

A luz do dia testemunhava poucas novidades, apenas um ou outro empreendimento menos costumeiro, como quando Alberto se dispôs, com mais quatro nativos, a fazer uma viagem fluvial no Luachimo. Estava-se no dia quatro de Julho de 1951. Uma boa canoa de alumínio, pesando cerca de vinte e sete quilos, seria o meio utilizado para percorrer os caudalosos onze quilómetros e meio.
Ainda antes de percorrido o primeiro quilómetro, um aborígene alertou:
- Jacaré!
Bem próximo da superfície aquática em que a canoa deslizava, o animal quedava-se, quieto.
Rigorosa disciplina se impôs, desde logo, a bordo, para que a embarcação singrasse sem oscilações passíveis de fazê-la voltar-se. Não vendo hipótese de deitar o dente a um lauto almoço, o animal submergiu e, a uma velocidade admirável, tratou de virar costas aos homens. Outro surgiria depois, mas a sorte ditaria movimentos semelhantes, para gáudio dos homens.
O susto maior estava ainda para vir.
Decorridas mais umas centenas de metros, eis que surgia, a uns quatro metros da canoa, a cabeça de um hipopótamo, sob rápidos movimentos da água.
Pânico, mas ordem. Uma remada forte, com barulho que chegue para assustar o paquiderme, e este acaba por sumir, também ele, na água.
A sorte não os abandonara: se, em vez de se encontrarem próximos do hipopótamo, estivessem por cima do ponto onde este se encontrava, voltar-lhes-ia a canoa, dando ao crocodilo a oportunidade de lhes fazer a mortalha.
Ao longo do percurso, ainda passariam perto de outro jacaré e seriam acompanhados por mais um cavalo da água, que apenas desistiria da perseguição quando distinguiu os homens já em terra.
Dias depois, e ao tentar abater outro hipopótamo, o prospector dava-se conta de que a arma não picava bem as balas.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Não vou dizer "adeus"


Estou de partida. Novo desafio profissional pela frente.
Estou de saída, mas o coração aperta, os olhos contraem-se, aguados. Sacudo os ombros, cerro os lábios, as despedidas doem, mas esta dói mais.
Ancorada a um porto onde ainda há pouco cheguei, soltar amarras será duro.
Receberam-me bem, senti-me em família, cada necessidade de ajuda prontamente respondida, amizades rapidamente sedimentadas. Uma equipa, não só colegas mas amigos que se visitam, se entre-ajudam, partilham momentos extra laborais, preocupações, carros, bens. Horas que se passam em conjunto. Ansiedades vividas em grupo.
Não quero deixá-los, por isso voltarei sempre. Por um lado.
Por outro, aguarda-me um convite irrecusável. Sei que também gostarei. E espero criar novas amizades. Progredir profissionalmente.
Aprendi muito com o Zé R., o Pires, a Milú, o Zé M., a Manuela, a Lena, o Paulo, o Ricardo, a Filomena. Com o Pedro, também, a quem estou grata por ter acreditado em mim. Não encontrarei outra equipa tão tchanan como esta.
Não acredito que se repitam os convites de improviso para umas moelas (esquece lá isso!) , uma feijoada de coelho, as ofertas constantes de companhia, jogos e “trapos”, as poesias que parece que têm olhinhos.
O ambiente descontraído, o ajoelhar por baixo da mesa como praxe de aniversariante, as piadas em torno de pitons, galinhas, homens-do-cão, tanta coisa… fica tudo gravado.
Venha o jantar e as caipirinhas. Os abraços e os give-me-five! Venham eles, para me ajudar a suster as lágrimas.
A porta não ficou fechada, tal como a da minha casa continuará aberta para vós, os que me ficam guardados no coração. Não vou dizer "adeus". Direi "até já", uma vez e outra, e outra...

(a bold, expressões que os mencionados no post certamente reconhecerão)

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009


Um dia que começa com abraços e beijos, continua com boa conversa e segue com um almoço de amizade e cumplicidade, de sonhos e concretizações, tem tudo para ser bom.
Se se prolongar por mais umas horas de convívio e risota, disparates e promessas, e terminar num jantar confuso de miúdos imparáveis e mães cheias de speed, acaba por ser um dia em cheio. Assim foi o meu dia de hoje.
Como dizia uma amiga há dias: TENHO A ALMA EMBRULHADA EM ALGODÃO DOCE.

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Há tanto tempo!


Há muito que eu não saía para um concerto.
Fui na senda de um convite inesperado. Ultimamente, é assim...
Fui em boa companhia. Boa música, execelente interpretação da Cristina Branco. A Cristina, além da simpatia e da modéstia, tem um timbre de voz tão potente enquanto canta quanto acolhedor enquanto se dirige ao público, apresentando as músicas, num dos concertos de divulgação do álbum Kronos.
Com uma carreira de treze anos, a cantora editou já onze álbuns, tendo recebido, em 1999, o Prix Choc da revista Le Monde de la Musique pelo melhor disco de música do Mundo.
Um serão diferente, com a vida a comprovar-nos que flui indefinidamente, que nos reserva surpresas boas. Acordes milagrosos, ritmos mais alegres combinados com trechos melancólicos, fado e bossa nova, numa composição de convívio e bem estar que ultrapassa o dizível.
Como costumo dizer, não basta estarmos vivos. É preciso que nos sintamos vivos.
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