08 maio 2011

Não se pode prever o momento dum reencontro.
É algo que acontece, não nos é perguntado. Mas também não teria a mesma graça…
Só assim nos podemos rir do que se passou há metade de uma vida. É bom, rir contigo, numa época que ameaça acabar com o riso.

É ainda melhor sentir a presença constante de alguém com quem já só contava na memória.
Não te limitaste a captar a minha atenção. Não; tu raptaste-a!
Os jogos de palavras (seres com vida própria que te escapam e que eu agarro), as músicas que já dançámos e as que ainda não vivemos, as vidas trocadas por miúdos -e miúdas- ,os subentendidos e os muito bem entendidos.

As conversas ao telemóvel a alongarem-se para lá do limite legal, os projectos de retomar a cavaqueira com os olhares daquela idade e a maturidade desta (mesmo sabendo nem os olhos nem os seus donos são os mesmos)...
E os segredos? Bem, os segredos são o teu ponto forte :-)
Ninguém espera estes anos todos para contar segredos do calibre duma Remington. Vê se arranjas uns dignos de uma Browning, sei lá, qualquer coisa de maior impacto que me faça, a mim (que tenho certamente cara de padre: sou fiel depositária dos segredos mais mirabolantes que toda a gente parece querer despejar justamente na minha pessoa) ficar de queixo caído.

Alcunhas postas de parte, juízos deitados por terra, só te digo: pára lá de pensar nesse handicap e vê se dormes.
Mesmo com a mente cheia de subentendidos e muito bem entendidos.
Ah! E, claro, de segundos sentidos :-)


6 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Há reencontros que valem a pena...
Querida amiga, boa semana.
Beijos.

São disse...

A amizade é, na minha opinião, a mais pura forma de amar alguém.

Sê feliz com esse teu reencontro, linda.

Jony River disse...

A quente, apetece-me dizer que adorei ler este desabafo....este dito espirituoso....esta forma de libertação....devoro a tua escrita! Não pares!

© Piedade Araújo Sol disse...

há reencontros em que a conversa nunca mais acaba, e sao deliciosos.

beij

Maria João disse...

Esperamos, por linhas e nas entrelinhas; horas cruzadas no alucinante desespero, de não ter tempo.
Esperamos o tropeçar de um olhar dentro das nossas pálpebras e o calor de uma manta quente, mesmo que o verão esteja a chegar.
Reencontramo-nos, no centro de todas as confidências, porque a alma doí e disso, sabemos todos.
Ah... sim, claro! São as emoções e os afectos que de abraçam, quando pensamos que a vida é apenas o ritmo de um compasso, que vira o tempo ao contrário.

Um beijinho e obrigada!
Quem sabe, possas lá estar :-)

Vieira Calado disse...

Um texto de primavera.

Onde tudo começa...

Bjjsss

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