22 janeiro 2013

Volúpia

 

É o convite que te lanço, muda súplica
E a voz que me responde, excitante.
É a urgência de um querer inebriante,
A intenção duma brincadeira lúbrica.

São as tuas mãos que, lentas, me percorrem,
Sou eu, exposta ao sabor do teu desejo,
É o meu sangue que pulsa quando vejo
A espada que as tuas vestes não escondem.

São os beijos nos mamilos a causar
A nascente que se forma no meu centro.
São os teus dedos moldando por dentro
A rosa que se abre para te saudar.

É a língua com que me provas, buscando
A polpa do meu fruto permitido.
São as coxas que libertas do vestido
E a volúpia com que segues explorando.

É o teu sexo roçando a minha pele,
O erotismo com que me brindas a boca.
A pujança forte e doce que me toca
Quando na minha taça derramas o teu mel.

É o grito de guerra que deflagra
Num assalto à roupa desarmada.
É o instante da minha ânsia penetrada
É a onda de prazer que se propaga.

É o fogo promissor de um orgasmo
A sede com que sorvo a tua seiva
O calor da labareda quente e meiga
O teu archote comungando o meu espasmo.

10 comentários:

São disse...

A quente, apetece-me dizer que estás libertando a tua sensualidade---e que acho muito bem que assim o faças!

Bom serão

Braulio Pereira disse...

sonho talvez
eu quero
mais uma vez
vem. te espero


Amei intenso. colhi o teu aroma


beijos

Maria disse...

Gosto. E gosto de te sentir assim, entusiasmada com novas formas de poemar.

Beijos.

Sofá Amarelo disse...

Há sentidos que os gestos despertam, buscando no fundo do ser a urgência do prazer, manifesta através do instante do êxtase onde os espasmos são comungados e repetidamente partilhados...

© Piedade Araújo Sol disse...

muito sensual.
melódico.
gostei muito!

beijo

;)

elvira carvalho disse...

Um dos seus bem inspirados poemas.
Gosto. Muito.
Um abraço

Maria João disse...


Ousar e ir para além do céu, porque a palavra não tem limite para cantar tudo o que é belo.

Parabéns!

Um beijinho, amiga

Nilson Barcelli disse...

Um poema voluptuoso e bem escrito.
É magnífico, gostei imenso.
Filó, querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.

Jorge Castro (OrCa) disse...

As palavras são tão-só aquilo que a nossa mente ensina e usamo-las sempre num arroubo de coragem. Principalmente porque a vida anda por aí, esvoaçando, e toda ela é composta por muito daquilo a que a nossa mente dá guarida.
Este é um poema claro, feito de claras palavras. Sugestivo? Pois exactamente tanto quanto deve ser, sempre, um bom poema...

Beijos.

Jorge Castro (OrCa) disse...

As palavras são tão-só aquilo que a nossa mente ensina e usamo-las sempre num arroubo de coragem. Principalmente porque a vida anda por aí, esvoaçando, e toda ela é composta por muito daquilo a que a nossa mente dá guarida.
Este é um poema claro, feito de claras palavras. Sugestivo? Pois exactamente tanto quanto deve ser, sempre, um bom poema...

Beijos.

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