04 outubro 2012

Mantenho o silêncio



As palavras valem o que valem.

Palavras prometidas podem nada contra a inércia da vontade.

No desencanto, não há brilho que as palavras possam conferir ao olhar.

A dor da fome não se alimenta com palavras.

A mais bela poesia não confere colorido a uma alma enlutada.

O desamparo precisa de um abraço permanente, de um carinho coerente, não quer saber de palavras.

Palavras não saram o arrependimento nem desfazem o erro.

Gosto do olhar.

Regozijo-me no abraço.

Sorrio enlevada por acordes musicais.

Saboreio o calor do Sol na pele, a luz que acorda sensações.

Gravo na memória a gargalhada infantil dos meus amores.

Deixo-me ficar no rumorejar das ondas num namoro eterno com a areia.

Prezo a atitude.

Desprezo tantas palavras…

6 comentários:

Maria João disse...



E se eu ficar calada, e te abraçar todos os dias no meu pensamento... entendes o que digo?

Um beijinho, amiga, um abraço... qualquer gesto que te diga, exactamente, o que quero que saibas.

São disse...

Que bom voltar a ler as tuas palavras....

Um abraço desejando feliz regresso

Fernando Santos (Chana) disse...

Belas palavras...Espectacular....
Cumprimentos

Lídia Borges disse...


Entre a poesia e a vida corre um rio a ligar as margens.

Um beijo

BRANCAMAR disse...

É verdade, "palavras leva-as o vento". Por vezes os silêncios podem ser bem mais sinceros, bem mais profundos. As palavras "estão gastas".

Gostei de vir por aqui, se calhar tenho andado silenciosa demais, também lá pelo meu sítio, creio que há em alguns de nós uma dor que nos cala fundo, que nos silencia, embora não nos cale na hora da verdade e da acção - na hora da ATITUDE. Nessa é importante que sejamos almas gémeas, abraçadas no bem comum.

Deixo aqui o meu abraço, apertadinho e mil beijinhos.

Maria disse...

Gosto sempre dos teus 'entre nós'.
Mas este tocou-me de uma forma especial.

Beijos.

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