20 outubro 2012

Delírio em três quadras

 
 

Chego desfeita, de alma vazia.
Ofereces-me um abraço onde me aninhar.
Aconchegas-me o corpo, até ser dia,
És a minha casa, deixas-me ficar.
 

Destapas-me a pele, destravas-me a boca,
Deslizas a língua que me faz vibrar
Num delírio sôfrego, que me deixa louca,
És a minha casa, onde vim morar.

 

Já o Sol afasta o sono fugaz
 E eu reaprendo contigo a jogar
Um jogo sensual, de guerra e de paz.
És a minha casa e eu, o teu lar.

7 comentários:

São disse...

Muito bonito, muito intimista,

Abraço com votos de feliz semana

BRANCAMAR disse...

Belo, minha querida amiga.

Adorei este poema. Adorei vir aqui, onde quero vir tantas vezes e outras tantas a vida não mo permite.

O importante é que estou aqui hoje e tantas vezes contigo no pensamento.

Beijinhos

Luis Eme disse...

ia repetir as palavras da São, «muito bonito», e é mesmo verdade.

beijinhos Filoxera

Sofá Amarelo disse...

O ideal é conseguir confundir casa e lar, e tu conseguiste-o com palavras de aconchego, onde os abraços fazem vibrar e o 'Sol afasta o sono fugaz'!

rosa-branca disse...

Amei de verdade estas lindas quadras. Adoro quadras desde miúda. Beijos com carinho

Braulio Pereira disse...

lindo

Amei


beijos.

Manuel da Mata disse...

Há muito tempo que não passava por aqui. Não fiquei surpreendido. Gostei muito do que vi. Beijinhos, Sofia.

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