06 dezembro 2011


Quando Dezembro se instaura, os dias recuam, as noites prolongam-se, o frio instala-se.
O mês tem um certo tom de fim. Fim de um ano, de um ciclo.
Soa a festividade obrigatória.
O canto dos pássaros é substituído pelos jingle bells, a solidão velada e fria de tanta gente contrasta com a amálgama consumista, os jantares de empresas, as reuniões com data marcada.
Dezembro é mês de festa, dizem.
E eu continuo a espantar-me com tudo o que consigo incutir-me a mim mesma sobre esperança, partilha, determinação.
E deixo-me encantar pelas promessas com que me levo a minha própria vida, assim, pela mão…


10 comentários:

Maria disse...

Está a chegar a altura do ano em que me apetece adormecer para acordar só em Janeiro...

:(

Rogério Pereira disse...

Desencante-se.
Promessas, leva-as o vento e é nestes dias que mais se sente o lamento...

Maria João disse...

Em Dezembro todas as promessas se renovam. Os corações não ficam menos tristes, apenas se aquecem numa chama que, infelizmente, se apaga depressa. Os invernos são mais prolongados do que aquilo que pensamos.

Um beijnho. Obrigada!!!

São disse...

Para mim, Dezembro seria mês de hibernação, se tal (me) fosse possível...

Fica bem

bettips disse...

Uma profunda reflexão sobre o supérfluo.
Hibernaria também, no meio de sol e sem luzes de natal.
Bjinho

tulipa disse...

por aquilo
que tenho o prazer de LER,
da qual eu partilho
a sinceridade
das palavras...

Dezembro é um mês
que simboliza o fim de algo
um mês sempre gelado
que eu não gosto.
Tal como escreve a Maria, também sinto o mesmo:
Está a chegar a altura do ano em que me apetece adormecer para acordar só em Janeiro...

Não sou poeta
mas direi...

e para lá deste outono
quase inverno
sobrevoa o desejo
de alguns momentos
de felicidade
na minha vida
nesta época
insensível e falsa
que se aproxima
a que alguns
chamam de Natal.

deixo-lhe um abraço,
neste dia gelado e nublado
8 de Dezembro
em que a alma gela
efeitos
da temperatura exterior
e interior

tulipa disse...

por aquilo
que tenho o prazer de LER,
da qual eu partilho
a sinceridade
das palavras...

Dezembro é um mês
que simboliza o fim de algo
um mês sempre gelado
que eu não gosto.
Tal como escreve a Maria, também sinto o mesmo:
Está a chegar a altura do ano em que me apetece adormecer para acordar só em Janeiro...

Não sou poeta
mas direi...

e para lá deste outono
quase inverno
sobrevoa o desejo
de alguns momentos
de felicidade
na minha vida
nesta época
insensível e falsa
que se aproxima
a que alguns
chamam de Natal.

deixo-lhe um abraço,
neste dia gelado e nublado
8 de Dezembro
em que a alma gela
efeitos
da temperatura exterior
e interior

De Amor e de Terra disse...

Minha querida menina, boa tarde.
Tenho hibernado...e enquanto me deixam, vou, tal como tu, levando a vida pela mão, passo a passo, um dia de cada vez...
Gostei, como sempre, de aqui vir e do que me/nos ofereces.
Quero ainda dizer-te, que não enviei a encomenda, porque ainda me não foi possível. Logo que o seja, direi e enviarei.
Bjs.
M.M.

Luis Eme disse...

e é bom continuares a encantar-te, nestes tempos desencantados.

beijos Filoxera

Sofá Amarelo disse...

Acho que no fundo todos precisam de um mês de Dezembro, para deixar fluir os sonhos e as esperanças!

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