13 setembro 2011

Reinicia amanhã a escola da minha filha e, no dia seguinte, a do meu filho.
terminadas as férias, com saldo mais que positivo na parcela da diversão (feita de muita praia, amigos e diversidade de programas), sabe-me bem antever o ano que vamos agora encetar.
Educar é uma responsabilidade capital.
Como mãe em constante aprendizagem, sei que educar é dar carinho, inculcar princípios, incentivar a auto-estima, apontar direcções, estimular a criatividade, ensinar a solidariedade, oferecer variedade cultural nos programas familiares, promover o convívio com amigos e comunidade, acompanhar.
Empenho-me diariamente em prosseguir todos estes aspectos, apenas lamentando não poder fazê-lo a mais vasta escala. Apercebo-me que tantas e tantas crianças não têm os horizontes que tento proporcionar aos meus filhos, muitas vezes com dúvidas sobre a melhor opção, mas decidindo em função do que penso ser melhor para eles, guiada pelo coração.
Ter filhos implica ser responsável por eles, o que não se limita a dar-lhes alimento. Há que alimentar-lhes o espírito.
A interacção entre a família e a escola parece-me essencial no desenvolvimento de seres humanos mais completos e satisfeitos.
Neste ano, ao contrário do que aconteceu no anterior, espero poder colaborar mais activamente na educação de outras crianças. Se já era representante dos encarregados de educação de uma turma e me tinha disponibilizado para tratar da biblioteca da escola e ajudar a levar a turma do meu filho à natação (proposta que, infelizmente, nem foi digna de resposta), este ano serei a representante dos encarregados de educação das turmas do pré-escolar na escola da minha filha, e penso que aqui a minha oferta de tempo para colaborar com as educadoras será levada mais em conta. Os cortes orçamentais e o baixo astral da população podem limtar os agrupamentos escolares, mas se alguns de nós, com tempo disponível, estivermos dispostos a fazer algo mais em colaboração com quem já tanto faz pelos filhos de todos, os alunos sairão beneficiados.
Costumo dizer "motivação é tudo"- e gosto de pôr em prática este lema.

11 comentários:

Braulio Pereira disse...

olá amiga

que bom ..bem hajam mulheres como tu as crianças sâo o futuro a cultura é a maior riqueza de um País
obrigado por seres assim.

se feliz optimos dias.

beijos!!

elvira carvalho disse...

Excelente amiga. O tempo livre nestes casos ajuda muito. E já que o estado não tem dinheiro porque recusar quem quer fazer o trabalho de graça. A educação de um povo é das coisas mais importantes. Um dia li, não me lembro onde que estado que não cuida da educação do seu povo não merece a soberania.
Um abraço e tudo a correr bem para os meninos no novo ano.

São disse...

Amiga, só me resta desejar-te sinceramente que essa tua maneira correcta de educar tenha os seus devidos resultados.

Porque, falo por experiência própria, por vezes mesmo os nossos melhores esforços -sempre com inevitáveis erros, obviamente - não são bem sucedidos.

Um abraço para ti e beijinhos às tuas crianças.


Ah, sabias que a classe docente mais fechada e preconceituosa face quer a crianças quer às famílias quer aos outros graus de docência é a referente à antiga escola primária?

Luis Eme disse...

lei-te e sei que o tempo é uma preciosidade nos dias de hoje, ainda mais quando ando cheio de dúvidas.

e quando olho para o meu filho de treze anos, que já sabe tudo... pensa ele, coitado e não me deixa dizer-lhe que ainda não sabe quase nada.

beijinho Filoxera

Menina Marota disse...

Como adorei ler-te!
Preciso dizer mais?

Beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

belo texto cheio de coerência.

beij

BRANCAMAR disse...

Que bela lição de educação Filoxera!

Concordo plenamente contigo.

Lembro-me que quando a minha filha frequentou o 1º ciclo do ensino básico, na altura ainda designado de "Primária" havia uma comissão de pais excepcional e todos os encarregados de educação ajudaram a fazer crescer a escola, que tinha algumas carências.

Foi muito interessante, pois até se chegou a ir pelas portas cantar as Janeiras depois do Natal, como forma de angariar fundos para material técnico que era necessário.

Espero que os teus filhos cresçam em amor e tolerância, com o espírito bem alimentado, pois assim serão concerteza bons cidadãos e sentir-se-ão felizes.

Daqui a uns anos cabe-lhes a eles fazer as suas opções, mas serão muito mais diversificadas e atentas se agora tiverem as bases para isso e se como mãe tiveres o espírito aberto para aceitar as suas escolhas, que nem sempre são as nossas, mas que terão de ser sempre as deles, faz parte do seu caminho e da sua aprendizagem.

Mal deles e de nós, se fossem cópias nossas, sem personalidade própria.

Chega uma altura, que não temos já que educar, mas apenas ouvir, acompanhar, respeitar e é aí que alguns pais não conseguem fazer a fronteira entre os meninos que tinham e os adultos que têm.

Tenho a certeza que também nessa altura serás uma mãe excepcional.

Beijos para ti e para os teus meninos.

Branca

Pitanga Doce disse...

É cada vez mais dificil encontrar pais interessados no que acontece aos filhos nas escolas. Alguns transferem para os professores a obrigação de os educar e esquecem de que passam a não conhecer o próprio filho.

Jony River disse...

Bem hajas!
Excelente iniciativa!
Um exemplo para todos os que são pais, e para os que não são.
O que custa darmos um pouco de nós a quem pouco ou nada tem?
Energia positiva!
Onde está o botão do GOSTO????

Jony River disse...

Bem hajas!
Excelente iniciativa!
Um exemplo para todos os que são pais, e para os que não são.
O que custa darmos um pouco de nós a quem pouco ou nada tem?
Energia positiva!
Onde está o botão do GOSTO????

Isamar disse...

Um texto lindíssimo escrito por uma mãe preocupada, atenta, responsável e que se dispõe a ajudar nas actividades das escolas que os seus filhos frequentam. Bem-hajas, Filoxera que tanta coerência manifestas em tudo quanto escreves. Oxalá encontres quem saiba receber a tua incondicional oferta, infelizmente tão rara.
Beijinhos

Bom ano lectivo!

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