17 junho 2007

Vão a Porto Santo se precisam de umas férias bem descansadas.
Uma praia até onde a vista chega, com águas azuis mais claras ou mais escuras, consoante estejam elas mais próximas ou mais afastadas da areia onde os "stressados" carentes de sossego se deleitam com umas horas de Sol abraçador enquanto se dedicam a construções na areia, brincadeiras ou corridas com a petizada, ou à famigerada tarefa de pôr a leitura em dia (se é que alguma vez ela fica em dia...).
Vão a Porto Santo se querem reencontrar o tempo, respirar fundo e ter o prazer de ficarem especados a apreciar o convívio das crianças. E se não pretendem ser surpreendidos por grandes amplitudes térmicas, já que as noites nunca são muito inferiores aos dias, no que toca à temperatura.
Mas, se também gostam de fazer um programa mais "cultural" durante as férias, não esperem muito desta pequena ilha atlântica. Eu explico:
Tenho esta predilecção por férias à beira-mar, mas abrilhantadas por um programa cultural, por pequeno que seja. E o gosto parece ter já passado para o meu filho que, do alto dos seus quatro anos e meio, reivindicou, ao fim de alguns dias de grande folguedo infantil, o seu direito a conhecer a ilha. "Eu só estive cá quando era pequenino, por isso não sei como é a ilha"... e argumentos semelhantes.
Como o centro de Porto Santo não é propriamente vasto em pontos de interesse turístico, lembrei-me de levá-lo ao museu/casa Colombo, visto que ele tem demonstrado interesse por conhecer alguns museus que lhe tenho proposto. Assim, entusiasmado o miúdo e os pais com a ideia de ir ao museu dedicado ao navegador e, uma vez munidos dos respectivos ingressos, dirigimo-nos à entrada lateral, mais acessível por ter apenas dois degraus, já que connosco, como não podia deixar de ser, ia o mais novo membro da família, de apenas um ano. Que, por sinal, saboreava a sua sesta.
O inesperado acontece: somos informados de que o carrinho da bebé não pode entrar. Motivo: "pode marcar o chão". Pasme-se!
Porquanto apenas pessoas já com tamanho de gente e sem dificuldade de locomoção é que têm o direito à cultura nesta casa que pertenceu, segundo se diz, a um homem de vistas largas, Colombo. Espero que as vistas curtas que regem estes espaços não se lembrem de, um dia destes, mandar também a malta entrar descalça, sob o pretexto de que os sapatos podem sujar o museu...
Deixámos Porto Santo sem termos visitado aquele, já que o rapaz, imbuído do espírito de união familiar total, característico das férias, não quis entrar acompanhado apenas pela mãe. E, como entrávamos todos ou nenhum, fizemos uso do poder de reclamação, tendo devolvido os bilhetes e reembolsado os euritos...

3 comentários:

Anónimo disse...

Porto Santo é Madeira.
Madeira é Madeira...
Que o Espirito Santos valha aos turistas que se querem cultivar...
Da

Anónimo disse...

Já lá estive de passagem, e recomendo mesmo só para os amantes do descanso, para além disso é uma seca!
Sera que as pessoas que se deslocam em cadeira de rodas também não têm direito a visitar o dito museu pois podem riscar o chão?
Desgraçada(o) de quem não tiver 2 perninhas e não as souber usar!!

Maria Jose disse...

Amo Porto Santo ! Já lá passei umas férias inesquecíveis ! Esticada na areia, claro ! Nada de museus !! :))

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