23 março 2014

O meu poema Campo Lavrado, na voz do Rogério Charraz










CAMPO LAVRADO



Fossem as minhas mãos doces arados


Sulcando o chão que é esse teu cheiro


No húmus destes beijos demorados


E serias campo lavrado por inteiro




Fossem os meus olhos ventania


Estendendo-te no solo de rajada


Num sopro toda eu estremeceria


E já serias vento, e eu nortada




Fosse a minha boca leve semente


Florescendo de manhã no teu olhar


E já o teu sémen no meu ventre


Seria promessa de vida a germinar






Letra de Sofia Barros
Música e interpretação por Rogério Charraz

2 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Do Rogério, tenho o nome
de ti
o livro

Só perdi o canto, e já é tanto

Luis Eme disse...

ficou bom, este teu poema tem musicalidade.

abraço Filoxera

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