11 novembro 2013


Fica.

Em silêncio.

Não quero falar. Deixei de falar.

Como diz um amigo, “por vezes cansa estar sempre a responder ao óbvio, ao que não nos apetece”.

Tenho demasiadas coisas guardadas cá dentro. Não quero lembrá-las.

Quis alguém que soubesse ouvir.

Sem responder com angústias próprias, sem comparar dores.

Porque não se sabem os percursos. As cicatrizes, os sorrisos.

O meter na cabeça que se consegue. Que tem de se conseguir. O desgaste.

O espanto pelo tanto que se alcança.

Um paradigma particular, um modo de vida reinventado.

Por vezes penso exilar-me no meu interior.

Depois, a existência pede-me que escreva. E eu obedeço-lhe.

Por palavras meias deito fora os escombros.

Prossigo, livre. Transporto apenas as boas memórias. Até novo tremor de vida.

Sei que então não me faltarão socorros.

A palavra escrita. Ou tu.

3 comentários:

Braulio Pereira disse...

Gostei muito aliás gosto de tudo o que escreves. dás-me Paz.
o silencio ecoa..


optima semana


beijos querida amiga.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Levo sempre, de um poema
algo que se aprenda
"Prossigo, livre. Transporto apenas as boas memórias. Até novo tremor de vida."

Lídia Borges disse...


Saber parar para ouvir as perguntas dentro de nós e reorganizar o mundo para encontrar as respostas.

Lindo!

Um beijo

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