05 fevereiro 2012


Aqueceste-me os dias
num tempo de afagos,
vestido de palavras,
nas vagas do momento.

Depois, veio o
s
i
l
ê
n
c
i
o,
o tempo incolor,
a ausência da pele.
E eu fiz-me às ondas
intocáveis.

Mergulhei num oceano vasto,
sombrio, desconhecido.
O frio do mar é agora o meu manto.
E eu já não aguardo sorrisos de areia;
antes voo em cada ocasional aragem.

10 comentários:

Braulio Pereira disse...

obrigado amiga

bom domingo

tanbem


saudades!!

beijos!!

Gisa disse...

As intempéries existem. Devemos saber contorná-las. Os caminhos sinuosos são mais difíceis, mas às vezes conseguimos.
Um grande bj

Nilson Barcelli disse...

Tudo vai mudando com o tempo. É certo que umas coisas mais, outras menos. De qualquer modo, temos que vestir roupa que esteja de acordo com o frio que sentimos... sempre que possível...
Excelente poema, gostei imenso
Filó, querida amiga, desejo que tenhas uma boa semana.
Beijo.

BRANCAMAR disse...

Voar, sempre que possível é uma forma de nos enfortalecermos e resistirmos.

Beijinhos
Branca

© Piedade Araújo Sol disse...

tudo muda um dia, mas devemos agradecer sempre um novo amanhecer.

gostei do poema.

um beij

Lídia Borges disse...

Onde a sensibilidades cria raizes e deixa espaço para voar.

Um beijo

São disse...

A foto está magnífica Quanto ao silêncio...há-os mais audíveis que gritos.

Bons sonhos, linda

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá, gostei muito da fotografia e do belo poema...Espectacular....
Cumprimentos

© Piedade Araújo Sol disse...

boa semana.

um beij

Fê-blue bird disse...

Essa ausência, esse silêncio encontra eco no mar.
LINDO!

beijinhos

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