19 dezembro 2010

Não te sei, hoje

Sabes que não sairás de mim.

Desde o momento em que me vesti de ti, ficaste.

Moras em cada poro, respiras cada fôlego meu, és fonte de lágrimas, foz da dor que me acompanha.

E és a origem do sorriso com que brindo cada dia, lençol onde me deito a sonhar.

Mas hoje não consigo sentir-te.

Não há acordes de piano a vibrar dentro de mim, nem risos de crianças que me apaixonam pelos instantes da vida.

Está um silêncio opaco que não me permite ver-te.

Há uma chaga indizível, como se me tivessem lancetado o coração.

Sem nome. Arrepiante.

Porque hoje não te sei.

8 comentários:

Vieira Calado disse...

Olá, caríssima, boa noite!

Hoje venho simplesmente desejar-lhe

e aos seus familiares

UM BOM NATAL!

Saudações poéticas

Maria disse...

Há noites assim, em que não sabemos.
Há pessoas assim, que não nos deixam sabê-las.
Há silêncios que são avisos. Ou não.
Dito isto, a tua prosa poética é triste, mas bonita.
Amanhã é outro amanhecer e outro anoitecer.

Beijos.

Luis Eme disse...

perigoso, este não saber...

beijinho Filoxera

Braulio Pereira disse...

vim lerte. como sempre mais um lindo sentir.. paixâo que brota
á flor, da tua pele de seda

:)))*

beijos amiga!!

Carlos Albuquerque disse...

A poesia vai por aqui fazendo um belo caminhar!
"Desde o momento em que me vesti de ti, ficaste".
Lindo, muito lindo.
Parabéns!
Desejo-lhe um Bom Natal e também aos dois "pirralhos". Que o Novo Ano lhe traga tudo de bom.
Beijinhos.

Maria João disse...

E há tantos dias em que apenas sabemos de nós, ou nem disso sabemos... mas é exactamente nesses dias que se escrevem os melhores poemas. Como este!

Um beijinho
Boas Festas

Nilson Barcelli disse...

Magnífico.
Gostei imenso.
Beijos.

Jony River disse...

O que me apetece dizer, a quente?...Lindo...dúbio... porquê? como?... não sei... não vejo... sinto, mas porquê?.... lógica? talvez... confusão?... muita!... continua, apenas....

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