30 dezembro 2009

Acaba o ano

Não faço um balanço do ano que passou. Apenas um resumo: foi o ano em que mais cresci, enquanto pessoa e profissional; e o mais sofrido de todos.

Não faço lista de desejos.
Se tal fosse viável, apenas pediria: "É possível saltar a passagem de ano, sff?"
(e isso não é um desejo, mas uma utopia)

27 dezembro 2009

Lobo Antunes, que bem que sabe...

(foto retirada da net)

- Como estás tu?

ou seja a pergunta mais difícil de responder que conheço. Nunca sei como estou. Estou hexagonal. Estou cor de laranja. Estou chato como a potassa para mim mesmo. Faz-me uma pergunta menos complicada, Júlio.

Este o mote da minha escrita, hoje. Uma crónica de António Lobo Antunes, de que transcrevo um pequeno excerto.

Estou sozinha. Normalmente faço boa companhia a mim mesma.

Mas desta vez sinto algum vazio que me impele a não parar. De ver televisão (coisa que poucas vezes faço), de passar pelos blogues, de preparar roupas ou planos de trabalho.

Os miúdos estão com o pai e eu não reconheço o silêncio. Embora este me faça falta, para ouvir os meus próprios pensamentos.

Preciso de me ocupar. Com quê? Uma história continua à minha espera, mas a imaginação evadiu-se.
Há prateleiras e prateleiras de prosa e poesia ansiando por serem lidas. Há um sofá, em que raramente posso descansar, a chamar por mim.

Há pensamentos turbulentos e mãos frias. Momentos que se alongam.

Gostaria de saber escrever-vos poemas. Não sei.

Vou mimar o sofá. Passar os dedos e o olhar pelos livros.

Prestar atenção a um filme, ou a mais um episódio de séries de crime, como fiz ontem.

Com uma manta no colo, e a consciência de que se devem aproveitar todos os momentos,
especialmente os raros.




23 dezembro 2009

Neste Natal...



... quero saber moldar palavras em poesia.

Quero abraços que não vão embora.

Quero a realização de promessas não formuladas.

Quero as massagens que o meu filho me dá só com um dedo, passeando pela minha testa para me acalmar.

Quero as frases espontâneas da minha filha dizendo, cantando o quanto gosta da mãe.

Quero telepatia nas amizades, que adivinham estados de espírito.

Quero presenças de afectos.

E, claro, quero que a saúde nos proteja, sempre, a todos.

(eu sei que é muita coisa, mas já que é para pedir ao Pai Natal...)



21 dezembro 2009

Começa o Inverno


(para uma explicação detalhada sobre o tema, transcrevo as linhas que li no site do Observatório Astronómico de Lisboa)
Solstício de Inverno


Este ano o Solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro às 12h04m. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte. É a estação mais fria do ano e prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio (primavera) que ocorre no dia 20 de Março de 2009 às 11h44m.

Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de altura em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.

A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol ficaria estacionário, ao atingir a sua posição mais alta ou mais baixa no céu. Veja-se a figura do analema solar (posição do sol no céu ao meio-dia local ao longo de um ano) para um lugar.

NOTAS SOBRE O SOLSTÍCIO DE INVERNO E AS DIFERENTES CULTURAS

O Solstício de Inverno era conhecido como o “nascimento do sol” desde a era mais remota e festejado por todos os povos no hemisfério norte, que é também o de maior população (maiores massas continentais).
Este acontecimento astronómico era muito importante visto marcar o início do novo ciclo do Sol sobre a Terra, com dias cada vez maiores e mais quentes até ao novo retorno.
A esta data associavam-se rituais ou festas muito importantes. Por exemplo:
As civilizações mais antigas consideravam o Sol como sendo o filho da luz, a luz para eles representava Deus em vida.
Entre os druídas, o solstício era comemorado como o dia da fertilidade e muitas mulheres tentavam engravidar nesse dia.
Nos povos asiáticos, o solstício era representado por um velho de barbas brancas e roupagem vermelha e branca. Esse ser representava Deus na Terra e os asiáticos acreditavam que esse Deus encarnado trazia para a humanidade o seu filho sol.
Os Egípcios festejavam o solstício com rituais de magia que envolviam o cultivo de sementes.
Os Indianos festejavam-no transcendendo os corpos em rituais dimensionais mágicos.
Entre os povos das Américas no hemisfério Sul, os Incas mais antigos e os indígenas comemoravam o Solstício de Inverno no dia 21 de Junho e o Solstício de Verão no dia 21 de Dezembro.
Os Maias elaboraram um calendário perfeito usando o solstício como o início do ciclo do sol e da lua na Terra.
Já nos dias de hoje e talvez também por pressão da sociedade de consumo há grupos e colectividades que começam a festejar os equinócios (a festa da Primavera) e solstícios.

A FESTA CRISTÃ DO NATAL

No ano 336 D.C., o Imperador Romano Constantino I alterou os motivos das grandes festas do solstício e passou a ser comemorado o nascimento de Cristo, o salvador da humanidade, em vez do nascimento do sol, na data fixa de 25 de Dezembro. A partir de então Roma e todo o seu vasto império abraçam o Cristianismo o que deixa profundas marcas no futuro de toda a civilização ocidental.
Entre os povos das Américas no hemisfério Sul, os Incas mais antigos e os indígenas comemoravam o Solstício de Inverno no dia 21 de Junho e o Solstício de Verão no dia 21 de Dezembro. Começaram a festejar o Natal em Dezembro só na época da expansão cristã.
Assim, o solstício alterou o seu significado cultural com o tempo e passou a ser comemorado como o “Nascimento de Cristo, o filho de Deus”, nesta data que hoje conhecemos como Natal.

19 dezembro 2009

Agora, sempre-em-festa...


Dia 16: jantar de equipa. Representação de cena setecentista, com todos os requisitos: cenário, guarda-roupa, adereços, caracterização, direito a filmagem, muita risota e algum improviso (só algum :-)  ...)

Dia 17: jantar da unidade de negócio. Deslocação de autocarro turístico de dois pisos, dança e mais dança, até quarenta e tal saudáveis maluquinhos acertarem na coreografia de I´ve gotta feeling that tonight´s gonna be a good night.
Depois: sentadinhos a jogar ao amigo secreto, com muita imaginação e criatividade para versos, adivinhas que conduzissem ao destinatário de cada presente.

Dia 18: jantar do antigo emprego. Brindes e mais brindes, shots vitamínicos. Mais amigo invisível.

Dia 19: Festa de Natal da empresa para filhos dos colaboradores.

Dia 20: Aniversário da tia. Almoço de família, embora reduzido.

Dia 21: Jantar de amigos, tipo empresa familiar.

15 dezembro 2009

11 dezembro 2009

Desafio: manias


Numa das últimas rondas pela vizinhaça da blogosfera, vi que a Vekiki me lançou um desafio curioso:
 
"Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do recrutamento. Cada participante deve reproduzir este regulamento no seu blogue."


Ora, como se sabe, analisar as próprias manias não é coisa evidente, a que se consiga responder logo, de caras.
Após alguma reflexão, passo, então, a enumerar as manias que me lembrei que me caracterizam:
 
1- Não saio de casa sem anéis. Nem relógio e chaves.
 
2- Normalmente, acoplado à minha pessoa anda sempre um livro.
 
3- Tenho tendência para "excursões mentais". Passo a explicar: nunca fui pessoa de ficar muito tempo concentrada apenas numa actividade. Se tiver uma carga horária pesada de formação, por exemplo, tendo a estar com um ouvido no burro e outro no cigano, o que sucede desde a minha infância.
 
4- Tenho um defeito que detesto: sou demasiado ansiosa. Incapaz de esquecer afazeres ou responsabilidades pontualmente e relaxar.
 
5- Ao volante, se começo a irritar-me, a exclamação mais branda de que sou capaz é "Anda!", pronunciado com ar de poucos amigos (eu disse a mais soft; outras nem reproduzo aqui- não ficaria bem...)
 
Agora, convido a Blue Velvet, a Maria, a Elvira, a Girafa Cor de Rosa e a Pitanga a responderem ao desafio, se este lhes agradar.

09 dezembro 2009

Texturas algarvias #1





No fim-de-semana fui ao Algarve, em trabalho.
Alguém do Duas Lentes sugeriu que aproveitasse para fotografar.
Aqui têm a primeira sequência de fotos.

06 dezembro 2009

Calor nos dentes


Eu: - Não te faz doer os dentes, trincares assim o gelo?
Vasco: - Não, é muita bom. Eu tenho calor nos dentes e isto é bom.

(tem tanto calor nos dentes que "abriu mais uma janela". Neste momento, tem três dentes em falta e um em crescimento)

03 dezembro 2009

Um fim-de-semana diferente


No passado Sábado rumámos às iluminações de Natal na baixa de Lisboa.
A ideia foi fazer com que os meus filhos começassem a interiorizar a época de Natal, o espírito e o consumismo, a partilha e o interesse pelas tradições. Uma lição vivida. Com direito à chuva de Dezembro e à visão dos sem-abrigo da cidade, mas também às decorações nas ruas, a um lanche na esplanada da Pastelaria Suíça, aos skaters da Praça da Figueira e a pequenas explicações acerca das ruas e das situações por que passámos.

O Domingo começou brilhante, mas rapidamente se toldou. Ameaçou chuva, cumpriu a ameaça, e foi trocando de semblante uma e outra vez.
Como sabem, manhãs de Domingo são manhãs gratuitas nos museus. E eu levei o Vasco e Mafalda ao Planetário, onde nunca haviam ido.

Ali revivi alguns conceitos escondidos na memória não rotineira.
Ali o meu filho soube que Galileu Galilei sofreu por ter tido uma visão muito mais à frente que a do seu tempo, ao afirmar que a Terra girava em torno do Sol e que Júpiter tinha quatro Luas, enquanto o nosso planeta apenas contava com uma.
Já nem me lembrava que Plutão não é mais considerado um dos planetas principais!
Até tivemos direito a um estrondo extra, antes dos que constam da encenada trovoada, quando a electricidade faltou. Quando a sessão recomeçou, ele recostou-se na sua poltrona inclinada, e ela, relutante, pediu-me: “Mãe, amanhã não vôtamos a ête cico, está bem?”.

Enquanto faziam o reset do programa informático, a senhora que apresentava a sessão explicava-nos “não ligue a este, nem a este, nem a este, que estamos a ver se pomos aqui a imagem que deve aparecer agora”, e íamos vendo alguns planetas sendo “descartados” da escuridão que se projectava na cúpula do Planetário. “Então vamos ver se pomos aqui o…” voltava a locutora, e a minha filha concluiu a ideia: “Ovo!” (esperta, a miúda!..)

Foi um fim-de-semana diferente, mas onde continuaram presentes os valores de afecto, curiosidade e dinamismo que quero que façam sempre parte das nossas vidas.

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