16 setembro 2015

Apresentação do meu novo livro, "Inquieta Ventania", no Porto


 A "montra" :-)


 A mesa


Da esquerda para a direita:
José Gomes, dinamizador das Noites de Poesia de Vermoim
Maria Mamede, que apresentou autora e obra
Sofia Champlon de Barros, autora
Paulo Afonso Ramos, editor
Mário Jorge Martins, representante da Junta de Freguesia de Vermoim


A sala







 Autógrafos





Escola Príncipe da Beira, em Gueifães, onde decorreu a apresentação.

27 agosto 2015

Apresentação de "Inquieta Ventania" na região do Porto


Será já no próximo dia 5 de Setembro que terei o gosto e a honra de poder apresentar o meu novo livro, Inquieta Ventania, às 21.30, na escola Príncipe da Beira, em Gueifães (Maia).
A minha amiga Maria Mamede fará a apresentação, para a qual convido os leitores e amigos. A sessão é pública e de acesso livre e será um prazer encontrar-vos lá.

14 agosto 2015






Há vazios que não se preenchem.
Neles, não se ajeitam palavras.
São buracos negros que tudo sugam.

31 julho 2015

A "vidinha"


Há meses, numa tarde cultural, um dos protagonistas, homem da escrita, dizia que discorda que se escreva sobre “a vidinha”. Que qualquer um escreve, sobre qualquer tema, o que tornava a escrita menos digna. Não sei se foi este o termo exacto que utilizou, mas a ideia era esta.
O autor defendia, perante um auditório significativo, que a escrita deve ser deixada a quem sabe. A quem tem substanciais conhecimentos históricos ou científicos, que a maioria desconhece ou de que tem uma vaga noção.
Duas coisas me fazem afastar de tal posição: a primeira, o tempo infindo que a sua prelecção demorou. Desafiando a capacidade de atenção dum público vasto e diversificado, falava para si mesmo. Um tipo dos que gostam de se ouvir.
A segunda, é que não podia discordar mais da opinião do cavalheiro. 
A vidinha, aquela sobre a qual tanto se escreve, a banal, rotineira ou mediana, não será a da generalidade de quem escreve e de quem lê? O facto de a maioria dos cidadãos passar por cá sem grande protagonismo histórico, feitos políticos ou descobertas científicas confere menos interesse às suas vidas? Terá a literatura apenas que ver com as grandes personalidades, os factos mensuráveis, a vida real? Ou não será, precisamente, o inverso: a arte de nos perspectivar o comum dos dias como a mais bela experiência, de realçar a magia de vidas triviais, que sabem alimentar uma amizade à distância, vibram quando um nome inesperado surge no ecrã do telemóvel, apreciam uma caminhada num final de tarde que parece cenário? Não valorizará o leitor que um livro lhe lembre a importância dum sorriso terno, o perfume que se liberta na casa enquanto um bolo coze, a espontaneidade dum gesto de ternura, a emoção duma coincidência? 
Eu sou do território das questões, as minhas fronteiras são terras de dúvidas. Não seria capaz, ainda que tivesse dezenas de obras publicadas, de defender a teoria do absoluto, a supremacia do grandioso. Certezas não tenho e nunca comprarei.
Regozijo-me perante o facto de praticamente todos gostarmos de histórias e de estas poderem ser contadas de inúmeras formas, com vozes mais ou menos diversificadas, num estilo e género tão criativos quanto o momento do autor o permitir.
Num tempo em que tantos se agarram ao que lhes é afirmado como doutrina, mantenho a fé. De que cada um é livre de fazer a sua história. De escolher as suas leituras.

20 julho 2015


Conhecem-se menos do que se intuem. Nunca lhes faltou tema de conversa.
Têm visões diferentes e uma ocupação comum.
Um é da imaginação, o outro da recreação. Um está do lado esquerdo da vida, o outro à direita. 
Olham-se com um carinho subentendido, brincam como se se conhecessem desde a infância, falam sobre temas que não conversam com mais ninguém.
Cada encontro, uma colecção de recordações. Gaffes e risos. Sempre. Mudam os luares, como as estações. 
Um bem-estar sem pressas. 
Com tempo para se observarem. Um repara na ligeira imperfeição dos lábios do outro. O outro intriga-se perante um olhar que parece transportar mais países que os deste planeta.
Uma amizade de trilhos súbitos. Incompletos. 
O sorriso do que soa mais certo quando não planeado.

28 junho 2015

Lançamento de "Inquieta Ventania"


Na Biblioteca de Oeiras


A escritora Deana Barroqueiro, que apresentou a obra. A autora, Sofia Barros. 
O editor, Paulo Afonso Ramos. O cantautor Rogério Charraz


Aspecto do auditório


Outra panorâmica do auditório


Autora e editor


A música de Rogério Charraz


Ouvindo as intervenções de quem quis dar o seu contributo no lançamento


Capa de "Inquieta Ventania"


Intervenção do editor


Mais música, com Campo Lavrado", poema de Sofia Barros, 
musicado por Rogério Charraz e incluído no seu mais recente CD, "Espelho"


Uma das leituras de Deana Barroqueiro


Os agradecimentos da autora


As considerações de Deana Barroqueiro acerca do mercado editorial


Rogério Charraz lendo "Ainda espero surpresas"


Outra fase da escrita :-)


Dedicatórias


Aguardando para uma conversa e uma dedicatória


17 junho 2015

Próximo Sábado, dia 20: lançamento de "Inquieta Ventania"


Inquieta Ventania pode ter começado como exercício terapêutico de quem por diversas vezes sentiu em cheque a vida e a liberdade. Ao iniciar a sua leitura, prepare-se para um improvável encantamento da escrevinhadora, que vai ultrapassando os sobressaltos com olhos de ver bonito.
Sofia Champlon de Barros, que começou a escrever sob pseudónimo, no meio difuso da blogosfera, publicou, em 2012, "Antes de Sermos Dia", o seu primeiro livro, com textos poéticos onde paixão e Natureza vinham suturar feridas invisíveis.
Agora, com Inquieta Ventania, a arte de fantasiar mantém a autora firme no mundo real, o dos embates brutais e dos dias doces, sem história, onde as crianças nos devolvem o riso, ao reporem a verdade das coisas simples, belas.
Porque, na vida, nunca sabemos o que o instante seguinte nos reserva, Inquieta Ventania surge como um tapete voador ou uma inspiração profunda, um cheiro a maresia, um fechar de olhos para melhor escutar o coaxar das rãs.
Mesmo quando a vida nos rasteira e a solidão parece esmagar-nos, haverá sempre um sofá onde podemos ir amuar. Ou passar pelas brasas. Para acordarmos de novo e, mais uma vez, encantados com este tempo enigmático, tão curto…

07 junho 2015

Lançamento do meu novo livro, "Inquieta Ventania"



É com um prazer enorme que convido todos os amigos para o lançamento do meu segundo livro, "Inquieta Ventania".
Editado pela Lua de Marfim, será apresentado no dia 20 de Junho, na Biblioteca de Oeiras, às 15 horas, pela escritora Deana Barroqueiro, com a voz e a música de Rogério Charraz.
Na mesa, estarão ainda o escritor António Santos, autor do prefácio, e o editor, Paulo Afonso Ramos.

01 junho 2015

PARABÉNS, MAFALDA!


Há 9 anos, o Universo ganhou um novo astro, com força magnética própria. Irradia uma luminosidade alegre, acendendo os dias dos seus satélites.
Chama-se Mafalda, este milagre da vida. Superou os problemas duma gestação de risco, simultâneos a um luto e a um rumor de despedimento.Pintou de azul o nosso mundo. 
Acaricia desconhecidos com um simples olhar. Amacia-nos os dias quando tudo vai mal.Voa com os seus elegantes saltinhos que me fazem desejar que o tempo pare aqui. Ela, o mano, eu, mantendo-nos nestas idades. 
Os braços que volteiam no ar são asas que protegem quem ama, num amplexo altruísta que não parece próprio das bochechinhas e do jeito pueril.
Hoje é o dia da lutadora. 
Nasceu depressa. Olhou-me logo. Um parto pacífico, um enlevo imediato.
Nasceu no Dia da Criança e acredito que não deixará de o ser, esta bailarina que nada em neologismos, esta filósofa que cura almas, esta menina sagaz a quem eu desejo que a vida retorne tudo quanto de bom vai semeando com o seu jeito doce de ser.

15 maio 2015

O tratamento desumano na doença

Lamento a saúde da minha mãe estar na mão duma corja que vê números em vez de gente.
Lamento estar a passar por tudo isto sem testemunhas.
Lamento hoje ir apresentar hoje uma queixa no hospital, sabendo de antemão que neste país é chover no molhado e não tendo comigo uma testemunha do que ouvi, nos tons em que ouvi.
Lamento que existam assistentes sociais que, de assistentes, nada têm. Nunca me ajudaram.
Lamento que se dê alta da consulta de Neurologia, impunemente, a uma doente cuja filha deixou bem claros os seus problemas motores.
Lamento que se troquem os cuidados devidos a uma doente dependente pela incúria, quando se quer retaliar a familiar de referência por não ter aceitado a alta duma pessoa que corre o risco de cair, assim que recupere a marcha. Quando a recuperar. Porque está há uma semana sem ter, sequer, minutinhos de fisioterapia.
Lamento que a falta de condições para prestar os devidos cuidados, aliada às limitações económicas e humanas da família não só não constituam travão para os ditames economicistas duma administração hospitalar, como permitam a uma assistente social ligar à filha num tom de ralhete.
Comigo não.
A guerra fria terminou. Começaram as hostilidades.
Esta tarde apresentarei as devidas reclamações. Não desarmo. Nem à centésima. Tenho mais anos de luta contra a doença do que estas fedelhas de vida.
Aceito ajudas, aliados nesta luta. É disso que preciso. Que a minha mãe precisa.

25 abril 2015

Abril, sempre

Abril foi sempre um mês importante na minha vida.
Um mês de datas especiais. Os aniversários do meu pai e do meu irmão, o da liberdade, o do casamento dos meus pais. De algumas mudanças de emprego. Da morte do meu pai. Da criação do meu blogue, há 8 anos.
Quem me conhece sabe o quanto o 25 de Abril é especial, a emoção que sinto, o quanto me empenho em transmitir aos mais novos a liberdade, gémea da responsabilidade, da família da consciência.
Hoje, o meu cravo vermelho vem comigo para o hospital, tímido, dentro do peito. Só eu o vejo.
Hoje, a minha liberdade será, “apenas”, a de decidir, minuto a minuto, o que fazer. Mimar a minha mãe, enquanto ouço as memórias de outros 25 de Abril, às cavalitas do meu pai, a desfilar na avenida, a ouvir o Grândola, a ter todos os sonhos pela frente.

Ainda sonho. Hoje, o meu sonho é só um. Vocês sabem.

22 abril 2015

21 de Abril


Quando telemóvel tocou, tinha um filho de três anos e meio junto de mim e uma filha com quase oito meses de gestação no meu interior.
A notícia não era boa.
Foi há nove anos e as circunstâncias, como de costume, não ajudavam.

Tive dez anos para me habituar a uma doença que nunca aceitei. 
Feitas as contas, perdi o meu pai há dezanove.
Mas consegui apaziguar a saudade.
Aprendi a viver com olhos de ver bonito. Como os seus.
Não conheci mais ninguém para quem a felicidade parecia renascer, todos os anos, no dia em que as andorinhas regressavam aos nossos beirais, procurando a Primavera.
Nem que fizesse do acender do cigarro um ritual incandescente, com início numa lupa exposta ao Sol.
O meu pai e eu tínhamos sorrisos próprios, olhares codificados, uma dança exclusiva, “bocas” e disputas dum repertório só nosso.
É tudo isso que hoje recordo. Para ver se reponho a asa num espírito desasado. O meu, desde que ele voou para outro plano.

(Ontem, tinha eu acabado de publicar este texto noutro espaço, tocou o telemóvel. Nove anos depois, a notícia voltou a não ser boa.
A minha mãe sofreu nova queda grave. Novo hematoma sub-dural.
Um dia de cada vez. E ela mais fragilizada...)

20 abril 2015

III Etapa do Circuito Regional de Surf (do Desporto Escolar)


Nem só de desporto vivem os campeonatos de surf.
Ali, respira-se maresia e cidadania. Jovens de diversos locais convergem para as ondas, levando consigo uma equipa de professores, encarregados de educação, família, animais.
O ambiente promove tanto o espírito de competição como a consciencialização ecológica. São constantes os apelos da organização aos atletas, para que deixem o areal mais limpo que à chegada. Estimula-se o seu espírito crítico e responsabilidade ao fazê-los avaliar o desempenho dos outros competidores.
O meu filho ainda continua a perguntar-me se não é “uma seca” para mim, estar presente durante estas provas. Sobretudo quando o vento frio nos chicoteia e fere os ouvidos. É claro que não. Estar tão pertinho do mar, apreciar a sã convivência entre desportistas que não se conhecem, ou dos que se vão conhecendo, vê-los jogar raquetas ou à bola, dar uns toques de volley com cães saltitando em seu redor, sentir a harmonia entre famílias e escolas é tudo o que eu gostaria que mais encarregados de educação pudessem viver. Sentir o quanto estes professores acarinham os seus alunos, o quanto se empenham por eles.
O meu filho foi até às meias-finais de skimboard e eu não vou ao ponto de dizer que a classificação não tem importância. Tem. Mas sou sincera. E o que se aprende num dia de competição num torneio destes ultrapassa o mensurável.
Só lamento a falta de condições com que os professores se debateram nesta que pretende uma localidade do surf: a Costa da Caparica. Que raio de país deixa os seus atletas e professores dormir no chão duma escola durante um torneio a ainda fazer grande publicidade em torno de um campeonato? Admite-se que não esteja uma equipa de primeiros-socorros sempre presente e alerta, como aconteceu em S. Pedro e em Peniche?
Desta etapa do circuito de surf, resta a convicção de que o cansaço de quem corre por gosto é muito mais saboroso. Todos estes alunos e professores estão de parabéns. A sociedade bem podia aprender com estes desportistas as regras de convívio, respeito, responsabilidade e entre-ajuda.

17 abril 2015

Ao meu pai, num aniversário que já não comemoramos...


Já sei que quem amamos não morre. Acompanha-nos sempre.
Mas -caramba!- há datas em que sentimos mesmo a sua falta física. Pois quem é que não deseja, acima de tudo, poder abraçar os que ama?
O meu pai faria anos hoje.
Eu far-lhe-ia um bolo, cujas velas sopraria na companhia da mulher, da filha e destes netos.
Assim, passarei o dia observando o meu filho numa competição de surf, enquanto irei tendo uma conversa surda, que ninguém ouvirá, com o meu pai. Os nossos diálogos dispensam, já, as palavras.
De resto, não era homem de grandes falas. Era mais de ouvir. Não me elogiava directamente. Orientou-me, como qualquer pai -verdadeiramente pai- orienta. Louvável atitude, para quem cresceu sem pai.
Deu-me conselhos, a maioria dos quais não pedi. Mas segui-os.
Aprendi, com o seu exemplo, a justiça, a liberdade, a coerência, a perseverança, a responsabilidade, o espírito crítico, o brio, o gosto pelo saber, a ajuda.
O meu pai foi o meu primeiro orgulho. Um herói com pés de Barros.
Tanto do que sou provém dele.
Foi pouco, o tempo que tivemos. É sempre pouco, quando se ama.
Mas valeu tanto!
Hoje, o meu coração dói, de tão inchado. Saudade e orgulho, em doses equivalentes.

15 abril 2015

Há três anos, o lançamento do meu livro, "Antes de Sermos Dia"


Da esquerda para a direita: mãe da autora; o poeta José Fanha, autor do prefácio, a quem coube apresentar a obra; editor Paulo Afonso Ramos; o cantor Rogério Charraz; a autora


O auditório do Campo Grande, antes de esgotar a capacidade de lugares sentados


 José Fanha, Sofia Barros e Paulo Afonso Ramos


A mesa com os protagonistas da apresentação


José Fanha e o porquê dos poetas escreverem


Deana Barroqueiro, que leu um dos poemas e lançou o debate sobre as 
diferenças entre a poesia no feminino e no masculino


 O poeta leu alguns dos poemas de "Antes de Sermos Dia"


 Rogério Charraz musicou e interpretou "Campo Lavrado", um dos poemas. 
Que agora faz parte do seu novo CD, "A Chave"


O agradecimento emocionado da autora


As âncoras emocionais nas primeiras filas


José Luís Outono leu "Todo o tempo é pouco"


 Uma tarde de sorrisos


Há momentos em que as palavras não bastam


A emoção, escrita a quente


O encontro de amigos. Uma tarde de magia.

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin