17 setembro 2014

As aulas ainda não começaram, Sr Ministro!



Os vosso filhos/netos já começaram as aulas?
O meu filho não.
O meu e todos os alunos do 3º ciclo da escola onde ele estuda.
Todos os anos, inúmeras escolas portuguesas se deparam com a questão da falta de professores ou funcionários quando o ano lectivo está para ter início. No caso das dos meus filhos, não têm faltado professores, mas auxiliares de acção educativa.
Agora, o problema fez com que tanto o Vasco como outras centenas de crianças estejam em casa, em vez de estarem a aprender e a conviver com os colegas.
Contaram-me numa das escolas que o Ministério da Educação não contrata, antes tenta que sejam colocados funcionários de outros ministérios. No Verão, o país para. E, em Setembro, o IEFP é designado para tratar de arranjar funcionários para as escolas.
Colocam-se duas questões, a meu ver muito sérias:
Primeira: segundo me foi dito, estes auxiliares já têm saído a meio do ano lectivo, quando o subsídio de desemprego termina. Tudo leva a crer que são destacados para as escolas sob pena de perderem o subsídio. Será? Eu tentei candidatar-me, mas o Centro de Emprego respondeu-me que apenas o podem fazer as pessoas que ainda ao recebem (pagam-lhes o transporte,almoçam na escola e poupam-se umas “massas”).
Segunda: a colocação nunca é feita em tempo útil. As aulas atrasam. Os alunos saem prejudicados.
Ontem o meu dia começou com uma ida à escola do Vasco. Falei com a directora. Já tinha iniciado as entrevistas. Ainda não se sabe quando terá início o ano lectivo destes alunos. À tarde, falei com a directora de turma. Troquei mensagens com a Associação de Pais.
Eu vou à escola. Represento os Encarregados de Educação de duas turmas. Questiono. Participo. Comunico aos restantes Encarregados de Educação. Candidato-me. Não sei mais que fazer, concretamente, para ajudar na resolução desta questão. Não aceito que o ensino seja cada vez mais negligenciado. Alguém tem sugestões que possam conduzir a uma rápida resolução deste problema?

2 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Sim, passa da participação à intervenção!
Como?
Pergunta aos outros pais.
Se estes não te souberem responder
o que é que se há-de fazer,
levam em cima com o que estão a merecer...

Lídia Borges disse...

A deseducação avança pela via mais larga... A escola está entregue a expert de ocasião, desde que a voz dos professores passou a ser manietada.

Um beijo

Lídia

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