24 setembro 2010

Nos dias agrestes, sopraste-me palavras de alento

Conforto, calma, esperança, trazidas pelo vento.

Esboçou-se a simpatia que alimentámos, devagar

Fora do mapa, do tempo, fora, mesmo, do olhar.



Na leitura ou na conversa, a tranquilidade,

Como quem detém da vida a verdade.

O espaço que partilhamos, sem sabermos,

A vontade de mudar- basta querermos.



No tempo que acontece, o regresso de viagem

Cede ao desejo de cumprir esta paragem.

Partamos, pois, para essa conversa adiada

Porque a amizade começa com quase nada.

6 comentários:

Braulio Pereira disse...

anda a ternura por aí
tens alma de poeta
saudades tinha de ti
embriago-me nas tuas letras


adorei teu poema

nâo pares de escrever

beijos!!!

São disse...

Sim, a amizade por vezes começa tão sem razão...

Bom fim de semana, linda

Chousa da Alcandra disse...

Tenhen moi boa pinta de comodidade esas sillas.
(Os cabroncetes sentaríamonos na mesa ;-)

Beijos de outono recén estreado

Sofá Amarelo disse...

A imagem começa realmente com quase nada porque para a verdadeira amizade não são precisas palavras importantes nem momentos especiais... que nos dias agrestes continuem a soprar palavras de alento...

BlueVelvet disse...

A amizade começa com quase nada, dizes bem
E desaparece porquê?

Jofigramatir disse...

Filoxera, tens um blog lindíssimo!..Sei,porque nos conhecemos...que és verdadeira, dedicada à família e amigos , e vives numa agitação contínua por sentires os problemas dos outros. A tua poesia é sensibilidade... e a música de suporte, da Mafalda e do Tiago,adequada e muito bonita.
A boa poesia foi ,é e será sempre um dos momentos mais belos da leitura ...Um amigo « Abscondito »

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