26 janeiro 2009

(foto surripiada do blogue da Girafa Cor de Rosa)


A Blue Velvet lembrou-se de mim para responder a um desafio.
E avisou, desde logo, que não valia dizer que se é ateu.
Portanto, não escapo. Lá terei de dizer aqui, em público, defronte de sei lá quantos milhões de leitores, como sou no que concerne, imaginem bem: a pecados mortais!
E fazê-lo tendo em conta a seguinte definição dos mesmos:

Gula: Comer a toda a hora e/ou além do necessário;
Avareza: Cobiça de bens materiais e/ou dinheiro;
Inveja: Desejar atributos, status, posses e/ou habilidades de outra pessoa;
Ira: É a junção dos sentimentos de raiva, rancor e ódio. Por vezes é incontrolável;
Soberba: Falta de humildade, alguém que se acha auto suficiente;
Luxúria: Apego aos prazeres carnais;
Preguiça: Aversão a qualquer trabalho ou esforço físico.

(Eh, eh, eh… isto vai ser de gritos!)

As regras do desafio, por sua vez, são as seguintes:
* Revelar a nossa relação com os pecados capitais;
* Nomear outros 8 blogues para responder ao desafio

Gula: sou gulosa, sim senhora. Como frequentemente chocolate, a minha tentação favorita, de preferência escuro. No entanto, sou daquelas pessoas gulosas qb. Pasmo quando ouço alguém dizer “não consigo parar de comer” isto ou aquilo.
Avareza: cada dia sinto menor necessidade de bens materiais. As voltas da vida fazem com que creia que vivemos com muito mais “tralha” do que a que necessitamos. Não cobiço bens materiais, contento-me com poucos, não sou consumista. Tenho a certeza que só preciso de afectos para me sentir viva.
Inveja: não posso dizer que sinta inveja de algo ou de alguém. Gostava de escrever como este ou aquela, mas não sinto inveja por isso…
Ira: raiva, rancor, ódio? Parecem-me termos fortes demais. Mas reconheço que por vezes sinto raiva com situações de desigualdade, de injustiça, de desonestidade, de violência, sob qualquer forma. Não alimento rancores; se os atirarmos para o passado, eles ficam lá.
Soberba: vamos por partes. Humilde sou, até creio que temos uma propensão cultural para não nos acharmos (individualmente) os maiores. Achar-me auto-suficiente não acho. Tento não “pesar” a ninguém, pedir favores o menos possível e ter sempre um gesto em troca, para equilibrar as relações. Mas auto-suficiente não sou, nem pretendo sê-lo; aliás, ser humano algum o é. Basta o coração, basta cativarmos e sermos cativados, como dizia a raposa do Principezinho, para sabermos que não passamos sem os outros.
Luxúria. Bem… não vou dizer como a Velvet que sou vegetariana, porque a verdade é que sou apreciadora de carne. Agora, a outra carne, aquela envolta numa pele macia, embalada por uma voz suave, um cheirinho bom, um olhar doce, palavras cúmplices, um abraço terno, um frémito eléctrico, ai, menina, aí não posso dizer que sou imune. Mas repara: todo o envolvimento emocional, psicológico e de pequenos nadas que são tudo têm de estar conjugados. Luxúria, ou amor? Chamem-lhe pecado, se quiserem. Eu, pecadora, me confesso…
Preguiça: um dia gostava de treinar a ver se consigo sê-lo. Sou o oposto. Não paro, mesmo cansada. Não espero que ninguém faça (aliás, nem podia…). Estou ansiosa por regressar ao trabalho. Não consigo pôr o dolce far niente à frente das obrigações. Mesmo ansiando por sossego, vou ao parque ou à praia com os meus filhos, combino com os amigos, e anseio pelo dia em que eles, mais crescidinhos, me deixem retomar a natação.

E, porque as regras são para serem quebradas, e eu gosto, não vou nomear ninguém.
Quem quiser ir ao confessionário, que o faça de livre e espontânea vontade...

15 comentários:

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA FILOXERA, BONITO DESAFIO... UMA BELA SEMANA, FERNANDINHA

Maria disse...

Hehehehehehe
E tu és deliciosa!
Como é que algumas destas "coisas boas" podem ser pecados, ainda por cima mortais? Nunca vi ninguém morrer por comer carne em excesso... :)))
Já estou a asneirar... :)))

Viva quem quebra as regras!

Beijinhos

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Se pecar fosse coisa ruim, não era proibido. Bora lá pecar, que a vida são dois dias.

Carminda Pinho disse...

Ahahah!!! "dessa" também eu gosto.:))) Prontos! Já me fizeste pecar, malandra.

Beijos

Goldfinger disse...

Ora Filoxera

Pecados mortais? Não são todos? A partir do momento que são pecados...
E alguns até apetecem ter.
Fizeram bem em desafia-la, assim ficamos a conhecê-la um pouco melhor se bem que se adivinhasse o doce que é o coração que tem.
Um abraço e um beijinho

GOLDFINGER

Vekiki disse...

Já fiz o meu confessionário também! E em muitos dos pecados estou em sintonia contigo :)
Beijos

Si disse...

Pois eu, então, sou uma pecadora infame!!
É só ler no meu post de hoje, mas cuidado com os contágios!!

BlueVelvet disse...

Absolvida sem penitência e com distinção.
Exemplo a seguir.
Beijokas, amiga

Antonio saramago disse...

gulosa!!!

jo ra tone disse...

Não é que seja um grande becado saborear os prazeres da vida,com limitações livre de excessos.
Beijo

Girafa cor de rosa disse...

Que linda que aqui fica, vês?! E a música, escolhida por ti...deliciosa! Olha, a imagem era da net (eu nem coloquei a origem) era de algures :-)))! Eu se conseguisse ter disponibilidade mental e a outra tb fazia este desafio. Ahhh gostei daquela parte da luxuria...do cheiro bom, do olhar doce e das palavras cumplíces...é pecado???!!!!

1/4 de Fada disse...

Gostei de ver a maneira como viraste do avesso esta coisa dos pecados!

Pipinha disse...

Querida Filoxera,
Para mim, é muito importante estar sempre rodeada das pessoas que gosto e mais ainda no dia em que comemoro a minha chegada ao mundo!
Conto contigo amanhã no meu cantinho para juntas tocarmos as taças de champanhe num "tchim-tchim" alegre e para comer uma fatia do meu bolo de aniversário!
Fico à tua espera!
Depois da festa virei com calma ler o teu post!
Beijinhos carinhosos e abraço meiguinho.

Sofá Amarelo disse...

Gosto destas confissões mas não sei se consigo neste momento concentrar-me para falar de mim... mas fica o registo!!!

Anónimo disse...

O que seria da vida sem um bom pecado:
Uma fatia gigante de bolo, um grito de raiva dado na altura certa, preguiçar numa esplanda num belo dia de verão, etc, etc, etc.
Como eu adoro um bom pecado!

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