01 novembro 2014

Pão-por-Deus


Eram cinco.
Vinham com mochilas e sacos para o pão-por-Deus. Ou "doçura ou travessura". Rapidamente conciliaram os conceitos. Não importava a designação, desde que juntassem umas guloseimas que lhes premiassem o tempo passado a tocar às campainhas da vizinhança, entre comentários humorados e conversas menos risonhas.
Eram cinco, todos rapazes, todos da mesma escola.
Pousaram as mochilas no hall, saudaram-me com à-vontade e vozes de criança, beberam água, receberam uns doces, negociaram as horas para o regresso e saíram.
Gosto de ir conhecendo os amigos do Vasco. Os da actual turma, os da do ano passado.
Gosto de ver repetir-se a cena de há uns anos largos, quando a casa dos meus pais foi, tantas vezes, o ponto de encontro da turma.
Aprecio a atitude destes miúdos. Educados, uns mais conversadores que outros, cuidadosos no diálogo. Reservados ou extrovertidos.
São rapazes. São simples. A vida é o que é, não são floreados nem declarações de amor a torto e a direito. Companheirismo e jogos, convívio em casa e na rua e skate. Tá-se bem!
No final da ronda, a reunião tornou a ser cá em casa. Feitas as contas, na sala, repartiram o produto do pão-por-deus. "A senhora gosta de caramelos de café?" - perguntou o Henrique. Ainda sobrou para mim. Sou uma sortuda!
Mais copos de água, votos de bom fim de semana e vi-os descerem as escadas.
Deixaram sorrisos e uma sweat esquecida.
É bom estar entre miúdos, diariamente.

4 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

"sortuda"
isso!
Sorrisos, o melhor "pão por Deus"

© Piedade Araújo Sol disse...

pois....com eles aprendemos sempre mais um pouco cada dia...

bom fim de semana.

beijo

:)

Vieira Calado disse...

Tradições são... tradições!

Saudações minhas!

Nilson Barcelli disse...

Esses momentos, em que vemos os filhos em são convívio com os colegas e amigos, são uma felicidade para os pais.
Porque nem sempre as crianças andam pelos melhores caminhos...
Tem um bom fim de semana, querida amiga.
Beijo.

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