12 maio 2007

Amigos, desconhecidos

Um amigo é o quê, afinal?
Aquela pessoa que nos conhece desde que saltávamos ao elástico? Quem vivia na porta ao lado da nossa? A colega que nos abraça quando sofremos um desgosto? Aquele que larga tudo para vir ao nosso encontro quando um problema nos açambarca a existência?
Será quem ri connosco e partilha os nossos gostos literários? Ou o colega que nos desafia para um concerto, um filme? Quem entra na nossa casa e se serve do frigoífico como se fosse seu, ou quem fica com os nossos filhos quando precisamos de tratar dum assunto burocrático ou só das nossas crises inadiáveis?
Pode ainda ser a amiga a quem se trata por "prima", a dos códigos secretos duma escrita só nossa. Ou a que sabe todos os nossos segredos, a que passou férias connosco, o que nos trata como se fôssemos irmãos.
O primo inseparável das férias de infância, a sobrinha das confidências, o amigo-do-amigo de cada S. João, a companheira das compras ou das idas ao teatro.
É, claro, quem nos diz na cara o que queremos e também o que devemos ouvir, o que nos ajuda quando sozinhos não somos capazes, aquela a quem podemos ligar mesmo quando a noite vai a meio...
Mas, e se além de tudo isto, puder ser quem nos faz rir ou quem nos emociona? Claro que sim, respondem-me. O riso e a emoção são bons cimentos nas estruturas da amizade. É evidente!
Nunca deixei de me rir com os relatos do Luis, emociono-me constantemente com as histórias vividas pela Dade. Com eles, não há sono, não há rodeios nem palavras que ficam por dizer. São, frequentemente, a melhor parte do meu dia, melhor: da minha noite. Porque para os amigos as horas não existem.
Porque chegaram até mim pelas emoções, hilariantes ou mais sérias, vejo-os como amigos. Ainda que, por enquanto, não os conheça pessoalmente.

3 comentários:

Anónimo disse...

Para mim amizade é indefenível e algo estranho que acontece. Até digo que não é próximidade, não é troca de favores, não é gargalhadas que se dão, não são lágrimas que se choram, nada disso.
Hoje, depois de ter vivido muito, acho que é um bem que nos espera e não sabemos que está ali à nossa espera. Vivi todas as situações que para alguns eram consideradas amizades e hoje digo:"Não sinto nada!..."

Maria Jose disse...

Às vezes acontece...não conhecemos as pessoas pessoalmente ou só as vimos 1 ou 2 vezes e, no entanto, sentimos tanta afinidade, tanta coisa em comum, que ficamos horas a falar ao telefone, no msn ou na simples troca de emails... Já que muitas das vezes, pela distância que nos separa ou pela nossa vida pessoal, nem seria possível a presença física que, essa sim, daria outra emoção pelos sorrisos, pelos olhares...
São os tais amigos, desconhecidos...

a vencedora disse...

MUITAS VESEZ VI UM AMUGO
QUI FREQUENTAVA MINHA CASA EU ATÉ SERIA CONSELHEIRA DELE TUDO ELE ME DISIA. ELE DIZIA QUI EU ERA O SORRISO DA VIDA DELE
AI ELE SE MUDOU P OUTRO LUGAR,
QUANDO ME ENCONTROU FEZ POUCO CASO PORQUE ESTAVA COM OUTROS OU OUTRAS AI FIQUEI MUITO TRISTE DE SABER QUI ATE CONFIDENTE DESTA PESSOA QUAL AMIGO DEVO CONCIDERAR COMO AMIGO?

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