Em Alter do Chão, no dia 14 de Novembro
22 novembro 2015
01 outubro 2015
Os olhos aguados pela perfeição do momento.
Absorvendo estes azuis, o marulhar da água, a
mais-que-perfeita temperatura da luz solar, a aragem acariciando-me.
Na paz dum areal partilhado com as gaivotas e pouco mais, até
o livro, minha companhia incondicional, ficou suspenso.
Um momento que me soube a poema. Escrito de improviso, que,
como sabem, é como alguns prazeres engrandecem.
Alimento-me do que é belo. E descubro o belo que, a tantos, passa despercebido.
16 setembro 2015
Apresentação do meu novo livro, "Inquieta Ventania", no Porto
A "montra" :-)
A mesa
Da esquerda para a direita:
José Gomes, dinamizador das Noites de Poesia de Vermoim
Maria Mamede, que apresentou autora e obra
Sofia Champlon de Barros, autora
Paulo Afonso Ramos, editor
Mário Jorge Martins, representante da Junta de Freguesia de Vermoim
A sala
Autógrafos
Escola Príncipe da Beira, em Gueifães, onde decorreu a apresentação.
27 agosto 2015
Apresentação de "Inquieta Ventania" na região do Porto
Será já no próximo dia 5 de Setembro que terei o gosto e a honra de poder apresentar o meu novo livro, Inquieta Ventania, às 21.30, na escola Príncipe da Beira, em Gueifães (Maia).
A minha amiga Maria Mamede fará a apresentação, para a qual convido os leitores e amigos. A sessão é pública e de acesso livre e será um prazer encontrar-vos lá.
31 julho 2015
A "vidinha"
Há meses, numa tarde cultural, um dos protagonistas, homem da escrita, dizia que discorda que se escreva sobre “a vidinha”. Que qualquer um escreve, sobre qualquer tema, o que tornava a escrita menos digna. Não sei se foi este o termo exacto que utilizou, mas a ideia era esta.
O autor defendia, perante um auditório significativo, que a escrita deve ser deixada a quem sabe. A quem tem substanciais conhecimentos históricos ou científicos, que a maioria desconhece ou de que tem uma vaga noção.
Duas coisas me fazem afastar de tal posição: a primeira, o tempo infindo que a sua prelecção demorou. Desafiando a capacidade de atenção dum público vasto e diversificado, falava para si mesmo. Um tipo dos que gostam de se ouvir.
A segunda, é que não podia discordar mais da opinião do cavalheiro.
A vidinha, aquela sobre a qual tanto se escreve, a banal, rotineira ou mediana, não será a da generalidade de quem escreve e de quem lê? O facto de a maioria dos cidadãos passar por cá sem grande protagonismo histórico, feitos políticos ou descobertas científicas confere menos interesse às suas vidas? Terá a literatura apenas que ver com as grandes personalidades, os factos mensuráveis, a vida real? Ou não será, precisamente, o inverso: a arte de nos perspectivar o comum dos dias como a mais bela experiência, de realçar a magia de vidas triviais, que sabem alimentar uma amizade à distância, vibram quando um nome inesperado surge no ecrã do telemóvel, apreciam uma caminhada num final de tarde que parece cenário? Não valorizará o leitor que um livro lhe lembre a importância dum sorriso terno, o perfume que se liberta na casa enquanto um bolo coze, a espontaneidade dum gesto de ternura, a emoção duma coincidência?
Eu sou do território das questões, as minhas fronteiras são terras de dúvidas. Não seria capaz, ainda que tivesse dezenas de obras publicadas, de defender a teoria do absoluto, a supremacia do grandioso. Certezas não tenho e nunca comprarei.
Regozijo-me perante o facto de praticamente todos gostarmos de histórias e de estas poderem ser contadas de inúmeras formas, com vozes mais ou menos diversificadas, num estilo e género tão criativos quanto o momento do autor o permitir.
Num tempo em que tantos se agarram ao que lhes é afirmado como doutrina, mantenho a fé. De que cada um é livre de fazer a sua história. De escolher as suas leituras.
20 julho 2015
Conhecem-se menos do que se intuem. Nunca lhes faltou tema de conversa.
Têm visões diferentes e uma ocupação comum.
Um é da imaginação, o outro da recreação. Um está do lado esquerdo da vida, o outro à direita.
Olham-se com um carinho subentendido, brincam como se se conhecessem desde a infância, falam sobre temas que não conversam com mais ninguém.
Cada encontro, uma colecção de recordações. Gaffes e risos. Sempre. Mudam os luares, como as estações.
Um bem-estar sem pressas.
Com tempo para se observarem. Um repara na ligeira imperfeição dos lábios do outro. O outro intriga-se perante um olhar que parece transportar mais países que os deste planeta.
Uma amizade de trilhos súbitos. Incompletos.
O sorriso do que soa mais certo quando não planeado.
28 junho 2015
Lançamento de "Inquieta Ventania"
Na Biblioteca de Oeiras
A escritora Deana Barroqueiro, que apresentou a obra. A autora, Sofia Barros.
O editor, Paulo Afonso Ramos. O cantautor Rogério Charraz
Aspecto do auditório
Outra panorâmica do auditório
Autora e editor
A música de Rogério Charraz
Ouvindo as intervenções de quem quis dar o seu contributo no lançamento
Capa de "Inquieta Ventania"
Intervenção do editor
Mais música, com Campo Lavrado", poema de Sofia Barros,
musicado por Rogério Charraz e incluído no seu mais recente CD, "Espelho"
Uma das leituras de Deana Barroqueiro
Os agradecimentos da autora
As considerações de Deana Barroqueiro acerca do mercado editorial
Rogério Charraz lendo "Ainda espero surpresas"
Outra fase da escrita :-)
Dedicatórias
Aguardando para uma conversa e uma dedicatória
17 junho 2015
Próximo Sábado, dia 20: lançamento de "Inquieta Ventania"
Inquieta Ventania pode ter começado como exercício terapêutico de quem por diversas vezes sentiu em cheque a vida e a liberdade. Ao iniciar a sua leitura, prepare-se para um improvável encantamento da escrevinhadora, que vai ultrapassando os sobressaltos com olhos de ver bonito.
Sofia Champlon de Barros, que começou a escrever sob pseudónimo, no meio difuso da blogosfera, publicou, em 2012, "Antes de Sermos Dia", o seu primeiro livro, com textos poéticos onde paixão e Natureza vinham suturar feridas invisíveis.
Agora, com Inquieta Ventania, a arte de fantasiar mantém a autora firme no mundo real, o dos embates brutais e dos dias doces, sem história, onde as crianças nos devolvem o riso, ao reporem a verdade das coisas simples, belas.
Porque, na vida, nunca sabemos o que o instante seguinte nos reserva, Inquieta Ventania surge como um tapete voador ou uma inspiração profunda, um cheiro a maresia, um fechar de olhos para melhor escutar o coaxar das rãs.
Mesmo quando a vida nos rasteira e a solidão parece esmagar-nos, haverá sempre um sofá onde podemos ir amuar. Ou passar pelas brasas. Para acordarmos de novo e, mais uma vez, encantados com este tempo enigmático, tão curto…
07 junho 2015
Lançamento do meu novo livro, "Inquieta Ventania"
É com um prazer enorme que convido todos os amigos para o lançamento do meu segundo livro, "Inquieta Ventania".
Editado pela Lua de Marfim, será apresentado no dia 20 de Junho, na Biblioteca de Oeiras, às 15 horas, pela escritora Deana Barroqueiro, com a voz e a música de Rogério Charraz.
Na mesa, estarão ainda o escritor António Santos, autor do prefácio, e o editor, Paulo Afonso Ramos.
01 junho 2015
PARABÉNS, MAFALDA!
Há 9 anos, o Universo ganhou um novo astro, com força magnética própria. Irradia uma luminosidade alegre, acendendo os dias dos seus satélites.
Chama-se Mafalda, este milagre da vida. Superou os problemas duma gestação de risco, simultâneos a um luto e a um rumor de despedimento.Pintou de azul o nosso mundo.
Acaricia desconhecidos com um simples olhar. Amacia-nos os dias quando tudo vai mal.Voa com os seus elegantes saltinhos que me fazem desejar que o tempo pare aqui. Ela, o mano, eu, mantendo-nos nestas idades.
Os braços que volteiam no ar são asas que protegem quem ama, num amplexo altruísta que não parece próprio das bochechinhas e do jeito pueril.
Hoje é o dia da lutadora.
Nasceu depressa. Olhou-me logo. Um parto pacífico, um enlevo imediato.
Nasceu no Dia da Criança e acredito que não deixará de o ser, esta bailarina que nada em neologismos, esta filósofa que cura almas, esta menina sagaz a quem eu desejo que a vida retorne tudo quanto de bom vai semeando com o seu jeito doce de ser.
15 maio 2015
O tratamento desumano na doença
Lamento a saúde da minha mãe estar na mão duma corja que vê números em vez de gente.
Lamento estar a passar por tudo isto sem testemunhas.
Lamento hoje ir apresentar hoje uma queixa no hospital, sabendo de antemão que neste país é chover no molhado e não tendo comigo uma testemunha do que ouvi, nos tons em que ouvi.
Lamento que existam assistentes sociais que, de assistentes, nada têm. Nunca me ajudaram.
Lamento que se dê alta da consulta de Neurologia, impunemente, a uma doente cuja filha deixou bem claros os seus problemas motores.
Lamento que se troquem os cuidados devidos a uma doente dependente pela incúria, quando se quer retaliar a familiar de referência por não ter aceitado a alta duma pessoa que corre o risco de cair, assim que recupere a marcha. Quando a recuperar. Porque está há uma semana sem ter, sequer, minutinhos de fisioterapia.
Lamento que a falta de condições para prestar os devidos cuidados, aliada às limitações económicas e humanas da família não só não constituam travão para os ditames economicistas duma administração hospitalar, como permitam a uma assistente social ligar à filha num tom de ralhete.
Comigo não.
A guerra fria terminou. Começaram as hostilidades.
Esta tarde apresentarei as devidas reclamações. Não desarmo. Nem à centésima. Tenho mais anos de luta contra a doença do que estas fedelhas de vida.
Aceito ajudas, aliados nesta luta. É disso que preciso. Que a minha mãe precisa.
Lamento estar a passar por tudo isto sem testemunhas.
Lamento hoje ir apresentar hoje uma queixa no hospital, sabendo de antemão que neste país é chover no molhado e não tendo comigo uma testemunha do que ouvi, nos tons em que ouvi.
Lamento que existam assistentes sociais que, de assistentes, nada têm. Nunca me ajudaram.
Lamento que se dê alta da consulta de Neurologia, impunemente, a uma doente cuja filha deixou bem claros os seus problemas motores.
Lamento que se troquem os cuidados devidos a uma doente dependente pela incúria, quando se quer retaliar a familiar de referência por não ter aceitado a alta duma pessoa que corre o risco de cair, assim que recupere a marcha. Quando a recuperar. Porque está há uma semana sem ter, sequer, minutinhos de fisioterapia.
Lamento que a falta de condições para prestar os devidos cuidados, aliada às limitações económicas e humanas da família não só não constituam travão para os ditames economicistas duma administração hospitalar, como permitam a uma assistente social ligar à filha num tom de ralhete.
Comigo não.
A guerra fria terminou. Começaram as hostilidades.
Esta tarde apresentarei as devidas reclamações. Não desarmo. Nem à centésima. Tenho mais anos de luta contra a doença do que estas fedelhas de vida.
Aceito ajudas, aliados nesta luta. É disso que preciso. Que a minha mãe precisa.
25 abril 2015
Abril, sempre
Um mês de datas especiais. Os aniversários do meu pai e do
meu irmão, o da liberdade, o do casamento dos meus pais. De algumas mudanças de
emprego. Da morte do meu pai. Da criação do meu blogue, há 8 anos.
Quem me conhece sabe o quanto o 25 de Abril é especial, a
emoção que sinto, o quanto me empenho em transmitir aos mais novos a liberdade,
gémea da responsabilidade, da família da consciência.
Hoje, o meu cravo vermelho vem comigo para o hospital,
tímido, dentro do peito. Só eu o vejo.
Hoje, a minha liberdade será, “apenas”, a de decidir, minuto
a minuto, o que fazer. Mimar a minha mãe, enquanto ouço as memórias de outros
25 de Abril, às cavalitas do meu pai, a desfilar na avenida, a ouvir o
Grândola, a ter todos os sonhos pela frente.
Ainda sonho. Hoje, o meu sonho é só um. Vocês sabem.
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