31 julho 2010

Guardo, de ontem, o peso da ausência.

O vazio de nós, a dor crua da saudade

Preenche cada momento, cada espaço

E pensamento, numa crescente ansiedade



Hoje, aguardo-te, num fio de esperança

Contido, inesperado, como o nosso amor

Manto mágico de riso e lágrima,

De terna mistura de sonho e sabor



Amanhã é um tempo por desvendar

Um tempo no qual seremos fonte ou foz

Dum rio que corre, ora sereno ora revolto

Como esta corrente nua, que somos nós

24 julho 2010

O Andarilho lança novo livro

Os livros cedo tomaram lugar de destaque na vida do Tiago.
As viagens rapidamente se tornaram outra paixão do aspirante a jornalista.
Assim, no percurso intermitente de quem procura um rumo e deixa o curso a “marinar”, o apelo de correr Mundo foi mais forte. E o rapaz optou por compor narrativas de viagens que depois vendia a jornais e revistas.

Até que a vida passou a ser um constante partir, uma descoberta permanente.
Alheio a guias turísticos, o percurso deste viajante é o de alguém que explora desde o mais comum dos destinos do turista comum, ao mais recôndito ponto de chegada para novas partidas espirituais e de vida.

Procurando-se a si próprio, o Tiago encontra nos que se atravessam nas suas deambulações gente com conteúdo, amigos inesperados nos improvisos do destino.

A «Viagens Sentimentais» (2007) e «A Casa do Mundo» (2008), segue-se um novo livro de viagens, «As Rotas do Sonho», editado pela Oficina do Livro, com lançamento marcado para o dia 28 deste mês, pelas 18.30, na Fnac do Chiado, com apresentação de Mário Zambujal.

17 julho 2010

Deixa que me perca em ti uma só vez
Que, sozinha, o tempo esvai-se a vaguear
Pelos dias em que, juntos, fomos corrente
Num bailado suave em direcção ao mar
Feito de carícias e sussurros, no poente
De cada entardecer, onde apetece ficar

Deixa que me perca em ti uma só vez
Que, ao perder-me, sei que irei encontrar
A razão de te amar assim, tão ternamente
Num silêncio íntimo que nos une pelo olhar
Deixa que encontre nesse teu beijo quente
A resposta à questão se hei-de partir ou ficar

11 julho 2010

Dor

Prossigo o meu caminho.


Os meus passos antecedem a minha vontade. Apenas os sigo.

Porque tenho de continuar, porque não sei o destino,

Limito-me a aceitar, a teimar que consigo.



Avanço no meu trajecto.

As emoções congeladas, no tempo em que ainda me não ferias.

Porque há anos que me dóis, na negação do afecto.

Desisto do teu abraço, da partilha das alegrias.



Continuo o meu trilho.

A tua companhia ficou lá atrás, na minha infância.

Porque me emancipei e foi-se do amor o atilho.

E hoje, sou eu que não consigo minorar a distância.



Percorro os anos que restam.

Um vazio que me preenche, me entristece, me corrói.

Ainda tento apagar memórias que não prestam.

E sei que não irá sarar esta ferida que me dói.

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