30 agosto 2009

Obrigada, Titá!

Não sei se já repararam: além do Escrito a Quente, sou também ADMINISTRADORA (coisa fina, ter assim um cargo importante...) do Duas Lentes.
Este, é um espaço onde gente dotada para a fotografia (eu fui convidada julgo que por erro de casting) partilha imagens, mais que palavras. As palavras guardam-se, geralmente, para cada um dos nossos espaços individuais na blogosfera.
É bom pertencer a este espaço. Intuimos estados de espírito, sentimo-nos parte de um todo e, por vezes, vamos fazendo uns comentários a seguir aos outros numa fotografia que nos inspire particularmente.
Há dias, a Titá achou, e muito bem, que o nosso blogue merecia esta distinção, a de Vale a pena ficar de olho nesse blogue.
Se quiserem conhecer este espaço, basta seguirem o link. A partir daí, poderão conhecer não só os blogue da Titá como de todos os outros administradores (agora, subiu-me à cabeça e não largo o título... ):

:-)


(espero que gostem...)

27 agosto 2009

Asas


Queria ter asas nas costas como as da minha imaginação.
Sentir voando rumo ao futuro, avançar na direcção do coração.
Queria viver tudo com os amigos, apostar nas escolhas correctas e rumar no sentido certo.
Saber que sempre que caísse teria uma mão a ajudar-me a levantar. Ou duas. Ou muitas.
Queria nunca mais perder quem amo, evadir-me do meu próprio peito quando cá dentro se instalasse a dor. Refugiar-me nos teus braços, e não ter hora para deles sair.
Queria saber que amanhã é mais que hoje, que melhora vida e estado de espírito.
Queria que não houvesse limites. Nem para a amizade nem para sentimentos afins.
Apenas o querer. E acreditar. Sempre. Em conjunto.

25 agosto 2009

Dança à beira-mar


Divertem-se enquanto crescem

Crescem enquanto dançam

Brincam enquanto aprendem

E eu "babo-me" enquanto saboreio esta fase

23 agosto 2009

Obrigada!

(ramo enviado pela E...)

Tive um aniversário feliz.
Foi um dia de telefonemas ininterruptos, de reencontros inesperados, de surpresas.
Rodeada de amigos, vivi a intensidade da alegria que se compartilha.
Soprei velas duas vezes, ri, sorri, emocionei-me. Senti-me acarinhada. Muito. Tive a melhor das festas.
Recebi presentes. O que me soube melhor, deixo-o aqui, em azul. São linhas que alguém especial escreveu. Eu sei o quanto significam para mim estas linhas. Eu e esse alguém, que soltou amarras.
Escrever a quente é escrever de rajada não é? É escrever com o coração perto da boca. É sentir as palavras em vez de as pensar, é a velocidade do pensamento nas tuas mãos. E é tão bom perder as estribeiras e deixar a emoção falar mais alto!
Desejo-te um Feliz Aniversário, Filoxera!



21 agosto 2009

Hoje, o dia é de festa

Não sou de “ficar com a neura” no meu aniversário. Pelo contrário, não passo nenhum sem o comemorar.
Uma vida que, não sendo longa, já teve todos os temperos, dos melhores aos piores.
Este foi um ano de viragem. Completa. Dolorosa.
Mas, como se diz, depois da tempestade vem a bonança.
Perdi âncoras. Afectivas e de referências quotidianas. Larguei o que nunca queria ter largado. Chorei. E chorarei sempre que a vontade se impuser. Porque há situações que ninguém devia passar, recordações que não me sairão da memória. Boas e más.
Acreditei até onde pude. Deixei de acreditar. Agora, acredito no recomeço. Porque é imperativo acreditar.
Hoje, o dia é de amigos. Dos que nunca me deixam sentir só, dos que oferecem ajuda imediata, dos recém-chegados que me fazem rir. Dos que me estão gravados no peito.
Porque a amizade é a mais incondicional forma de amor, hoje estarão comigo, a comemorar o meu aniversário, quase todos os que me são imprescindíveis.

18 agosto 2009

15 agosto 2009

(foto minha)

No compasso de espera entre o hoje e o amanhã, sou solidão tornada fantasia.
A noite quente não permite o sono, antes aguça o impulso de procurar a tua presença num vazio que se prolonga. Recordo os momentos intensos que são só nossos e sinto saudade do amanhã que moldamos a dois.

11 agosto 2009

Brincar às férias


Deixo esta sugestão, hoje.
Para quem não está de férias, que tal brincar às férias? Basta querer.
O fato de banho/bikini e o protector andam num saco, a postos para a oportunidade. O jantar fica adiantado, ou feito. Se os leitores forem dos mais abonados em termos económicos, podem sempre optar por jantar ou petiscar na praia.
Chegado o final do dia, com as altas temperaturas que se fazem sentir, é só fazer uma pausa na rotina e rumar à praia em vez de ir directo para casa.
Pé na areia, corpo de molho, construções na areia, leitura em dia, isso fica ao critério de cada um, que cada qual é que sabe o que lhe traz maior descontracção.
Mesmo que depois tenham de acelerar um pouco ao chegar a casa, vale a pena, pois as baterias vêm recarregadas.

09 agosto 2009

Tunísia

Há dezassete anos, nestes primeiros dias de Agosto, estava eu na Tunísia.
Aquela que foi uma das viagens mais divertidas que já fiz, começou por ser “uma seca”: horas de espera logo à partida, na Portela, fizeram com que a companhia aérea tivesse de nos servir o almoço num restaurante do aeroporto.

O primeiro dia do percurso que nos levaria do Norte ao Sul do país fez-se com diversas paragens no sentido de tentar consertar o ar condicionado de um dos autocarros. Cada saída era saudada por um calor poeirento e de cheiro duvidoso, cada regresso ao transporte era de levar as mãos à cabeça, com aqueles acordes monótonos das músicas árabes que éramos forçados a ouvir, lamúrias que se arrastavam, iguais umas às outras, num de perder a paciência.

O nosso grupo, tudo gente positiva (claro!) e apreciadora de viagens, já apregoava que a Tunísia era para esquecer. Aquilo é que foi uma travessia do deserto!
Mas, uma vez chegados a Tozeur, ficámos instalados num hotel recém-inaugurado. Mandámos o calor às ortigas, mergulhando de imediatro numa piscina fabulosa no meio do deserto, com um oásis ali, por trás de nós, a posar para a fotografia, e deixámo-nos seduzir por este país de temperaturas elevadas, costumes árabes e colorido fabuloso, contrastando com a aridez das areias.Foram dias de gargalhadas, banhos constantes de duche e de piscina, assim como no deserto de sal. O azul das águas da ilha de Djerba, o calor que nos subiu à cabeça e não nos deixava dizer coisa com coisa, as músicas tradicionais portuguesas cantadas a quarenta e tal vozes, a substituir aquelas lengalengas árabes. Portuguses infiltrados no ambiente dos berberes e dos trogloditas, ficámos com matéria para recordar para sempre. E com saudades, muitas saudades...




05 agosto 2009

Garras de fora

(foto minha)


Porque sou leoa, não me fico.
Podem contar com lealdade a 200%, sentido máximo de responsabilidade.
Tolerância zero a quem pretende pisar. Aqui, o terreno é meu e só põe nele o pé quem eu deixar.
Já tive de me bater em situações de desigualdade, já bati com a porta, já arrasei para recomeçar do zero. Sei o que é construir e arrasar. Não me acanho em ir à luta.
Pelos filhos, pelo trabalho, pelos amigos, por mim, arregaço as mangas e continuo. Uma mulher com coragem nunca desiste.
Consigo controlar-me e dar uma ou duas oportunidades quando me sinto zangada. Até respondo de boa vontade, sou capaz de uma "tirada" humorada para ver se terá sido um momento menos feliz que alguém despoletou.
Mas depois, não me agrarram. Uma leoa é dona do seu nariz, senhora dos seus domínios, feroz na defesa dos seus. E a última a ser tomada por ingénua.
Não nasci ontem, não sou ignorante, não largo enquanto não resolvo, não me amedronto perante uma luta desproporcional. Por tudo isto, eu não me fico.




03 agosto 2009

Muito popular...

... é o meu filho. É a segunda ocasião em que o seu nome é badalado nas ruas.

Só espero que a fama não lhe suba à cabeça ;-)


01 agosto 2009

Seis meses, já...

(o meu pai inglês e a minha filha, há menos de três anos)


Dizem que morreste há seis meses. Eu não acredito.
As tuas gargalhadas ainda se fazem ouvir, as canções hilariantes estão presentes na minha lembrança, o teu vozeirão ecoa na minha memória.
Tinhas uma alegria contagiante e viveste a vida intensamente. Amaste, tiveste filhos, "adoptaste" outros, viajaste, percorreste um trilho tão saudável como um escuteiro caminhante pode ser. O teu abraço era tão enorme quanto tu, eras a imagem do pai-herói. O meu segundo pai. O meu pai inglês.
Mas a morte espreita e, fantasiada de cancro, veio buscar-te. O pulmão, imagine-se! Tu, que levaste a vida ao ar livre; tu, que nunca fumaste. O fígado também adoeceu.
Dizem que faleceste faz hoje seis meses. Eu não acredito. Porque uma filha nunca acredita que ficou sem pai.

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